Um terço dos incendiários detidos deste ano ficaram em prisão preventiva
30 Setembro 2017, 0:06
A Polícia Judiciária e a GNR detiveram este ano 140 pessoas pelo crime de incêndio florestal, tendo ficado em prisão preventiva cerca de um terço dos detidos. Dados que marcam, hoje, o fim da época mais crítica em incêndios florestais.
Os dados indicam também que este ano as detenções por incêndio florestal aumentaram 52% em relação a 2016.
A Polícia Judiciária deteve, até 25 de setembro, 95 pessoas pelo crime de incêndio florestal, 48 das quais ficaram com a medida de coação de prisão preventiva.
No mesmo período de 2016, a PJ deteve 77 pessoas (menos 18 do que este ano), tendo ficado em prisão preventiva 32 dos arguidos.
Segundo a PJ, as detenções tiveram maior incidência nas zonas Norte e Centro.
A Guarda Nacional Republicana deteve, até 25 de setembro, 45 pessoas, tendo ficado em prisão preventiva quatro, enquanto, no mesmo período de 2016, tinham sido detidas 15.
A GNR indica que Guarda, Leiria, Porto e Setúbal foram os distritos com maior número de detenções pelo crime de incêndio florestal.
Esta força de segurança levantou este ano 2.147 autos de contraordenação relacionados com a prevenção e proteção das florestas contra incêndios, significando um aumento de 45% em relação ao mesmo período de 2016, quando se registaram 1.477.
Guarda (465) e Viseu (283) lideram os distritos com mais autos levantados este ano pela GNR por incumprimento de regras impostas pela lei de defesa da floresta.
Segundo a corporação, a maior parte das multas está relacionada com a falta de limpeza dos terrenos (1.392), queima de sobrantes (354) e queimadas (265), seguido da maquinaria e equipamentos (95).
Desde 2014 que a GNR é a entidade que fiscaliza a limpeza dos terrenos florestais.
A época mais crítica em incêndios florestais termina no sábado com um balanço de 64 pessoas mortas em Pedrógão Grande e mais de 230 mil hectares ardidos, a maior área da última década e a terceira desde que há registos.





















