EMISSÃO ONLINE
OUVIR..
Nacional

Venda de flores para os cemitérios caiu 30 por cento

Rádio Alto Minho

02 Novembro 2020, 9:06

Acessibilidade

Publicidade

A venda de flores para enfeitar cemitérios para estes dias de Todos os Santos e dos Fiéis Defuntos, caiu, pelo menos, “trinta por centro”, diz a Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais (APPPFN).

Um número ainda provisório, segundo o presidente daquela coletividade, Rui Aguiar, pelo que as perdas poderão ainda ser maiores, dada a retração de consumo dos portugueses e também as restrições relacionadas com a pandemia de covid-19, entre elas a circulação entre concelhos e o encerramento de muitos cemitérios. “É terrível. Não se vendendo, este produto não tem aproveitamento nenhum. É lixo. No Norte são milhares e milhares de plantas que vão ser deitadas fora”, diz Rui Aguiar, referindo que o prejuízo será mais acentuado a Norte, por ser a região onde é mais forte a tradição de homenagear os entes queridos nesta altura do ano, com ornamentação melhorada de campas e jazigos.

O ‘feedback’ que tenho tido das pessoas com quem já consegui falar, apesar de termos, entretanto, enviado um email a todos os sócios para nos darem informação comparativa com o ano passado para termos uma perceção mais exata possível, por diversos motivos, não só pela pandemia, falam de quebras nas encomendas de cerca de 30 por cento”, adiantou Rui Aguiar, indicando que “este número tem que ser confirmado e não será tão significativo como poderá vir a ser”.

Rui Aguiar deu nota de que a sua estimativa diz apenas respeito “a produtores de flores de corte” e que calcula que “se calhar para os comerciantes, alguns tiveram tiveram quebras muito maiores do que isso (30%)”.

Teremos de esperar até terça ou quarta-feira pelas respostas dos nossos sócios. Queremos informar quem de direito, com os números da forma mais exata possível, para que quem manda saiba com que é que estas medidas mexem”, acrescentou.

O Presidente da APPPFN, também ele produtor de flores e plantas, referiu o seu exemplo pessoal para demonstrar o impacto das restrições a nível de circulação entre concelhos e encerramento de cemitérios nestas datas festivas. “Toda a minha família está em Famalicão e eu não vou lá. Estou na Póvoa de Lanhoso e não vou. É uma medida que vai influenciar [nas quebras de vendas de flores]. Talvez seja a medida possível, mas na realidade as pessoas não vão porque seria nestes dias que se deslocariam aos cemitérios. Isso implica consumo que não vai ser feito e é produto que não vai ser vendido e vai para o lixo”, descreveu.

 

 

Publicidade

Rádio Alto Minho - Blisq Creative – Agência de Comunicação
Rádio Alto Minho - Casa Peixoto

Publicidade

Rádio Alto Minho - Petropneus NOTICIAS
Rádio Alto Minho - Hospital Particular 01
Rádio Alto Minho - adam

Publicidade

Publicidade

APP ALTO MINHO

APP - Rádio Alto Minho

Publicidade