Viana de Castelo entre os três distritos com mais área ardida no primeiro semestre de 2021
08 Julho 2021, 11:27
A área ardida em incêndios rurais teve um aumento em mais do dobro este ano, em relação ao mesmo período de 2020, sendo a quarta maior desde 2011, segundo um relatório divulgado relativo ao primeiro semestre. Os distritos mais afetados em área ardida são Vila Real, com 3.576 hectares, cerca de 32% da área total ardida até à data, seguido de Braga com 1.843 hectares (17% do total) e de Viana do Castelo com 1.308 hectares (12% do total).
O relatório sobre incêndios rurais de 2021, apresentado em conferência de imprensa, refere que, entre 01 de janeiro e 30 de junho, registaram-se 3.628 incêndios, que resultaram em 11.030 hectares (ha) de área ardida, entre povoamentos florestais (2.263 ha), matos (7995 ha) e agricultura (772 ha).
“Comparando os valores do ano de 2021 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 38% de incêndios rurais e menos 36% de área ardida relativamente à média anual do período. O ano de 2021 apresenta, até ao dia 30 de junho, o 3.º valor mais reduzido em número de incêndios e o 4.º valor mais elevado de área ardida, desde 2011”, lê-se no documento do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Em comparação com o mesmo período de 2020, com 1.974 fogos e uma área ardida de 4.606 ha, as ocorrências de incêndios aumentaram 83% e a área ardida subiu cerca de 140%.
Questionado sobre esta subida, o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Duarte Costa, afirmou que “as pessoas têm de alterar os seus comportamentos” para que o número de incêndios não aumente e sublinhou que uma “grande parte da área ardida” resultou de ações de fogo controlado.
“Permitimos que algumas das áreas ardessem, que eram fundamentalmente de mato e não tinham qualquer valor económico, para que não viessem a arder nos períodos com temperaturas mais elevadas”, disse.
Também Nuno Banza, do ICNF, frisou que a esmagadora maioria das áreas que arderam este ano foram matos o que permitiu “retirar combustível para que no verão não constitua um problema” e que “nem sempre os resultados do primeiro semestre acompanham a tendência do ano”.




















