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Viana do Castelo quer acolher centro internacional de energias ‘offshore’ em 2026

Rádio Alto Minho

21 Julho 2021, 15:35

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O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje que a cidade “está a jogar” todo o seu “portfólio” de projetos nas energias renováveis oceânicas para acolher, em 2026, um Centro Internacional de Testes de Energias ‘Offshore’.

“Nos últimos anos temos vindo a granjear uma notoriedade não só nacional como internacional. O projeto Windfloat Atlantic [primeiro parque eólico flutuante da Europa continental de 125 milhões de euros instalado a 20 quilómetros ao largo de Viana do Castelo, pelo consórcio Windplus] veio dar essa notoriedade, mas também um conjunto de outros, como a produção de energia das ondas, plataformas flutuantes de produção de energia fotovoltaica. Começamos a ter um portfólio muito interessante”, afirmou hoje José Maria Costa.

O autarca, que falava a propósito da conferência internacional sobre as energias renováveis que vai decorrer na sexta-feira na capital do Alto Minho, garantiu que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) colocou ao concelho “a oportunidade de, até 2026, poder ter um Centro Internacional de Testes de Energias ‘Offshore’ operacional e ao serviço não só das empresas, mas também ser um enorme interface de conhecimento entre as universidades, os politécnicos, os laboratórios de investigação”.

Segundo José Maria Costa, aquela infraestrutura responderá às “várias intenções de investimento de ‘players’ ligados à produção de energias renováveis, com projetos que poderão ir até aos mil milhões de euros”.

“Temos tido muitos contactos com grandes empresas ligadas ao setor das energias que sabem do enorme potencial nas energias eólicas ‘offshore’ e que estão interessados em novos projetos de investimento”, referiu.

José Maria Costa disse que a conferência que vai decorrer na sexta-feira pretende “dar a conhecer as novas intenções de investimento em novos projetos que estão a ser preparados por diversas empresas internacionais interessadas no país e em Viana do Castelo, em particular ligadas ao setor das energias renováveis ‘offshore’”.

“São boas perspetivas. Se as intenções de investimento na costa portuguesa, e em especial na costa de Viana do Castelo, se vierem a concretizar poderão ser criados muitos empregos com as apostas na indústria metalomecânica, na construção naval embarcações de serviços de apoio, entre outras áreas”, especificou.

Para José Maria Costa, “há toda uma fileira associada às energias renováveis oceânicas que poderá gerar muito emprego e muita atividade económica e um grande envolvimento do sistema científico” nacional.

“A mudança de paradigma da energia, da descarbonização, da produção de energias renováveis, eventualmente até associadas à produção de hidrogénio verde, é uma aposta muito importante e em que Viana do Castelo está a jogar um papel importante na criação de condições para que este Centro Internacional de Testes de Energias ‘Offshore’ se possa fixar aqui, apoiando também a nossa comunidade científica”.

O autarca socialista disse que o número de postos de trabalho a criar com os investimentos previstos e com a criação daquele centro internacional “dependerá muito dos processos colaborativos, dos protocolos entre as várias universidades e laboratórios de investigação”.

Como exemplo apontou o projeto Atlantis, promovido pelo consórcio constituído pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), a EDP (NEW – Centre For New Energy Technologies) e mais oito parceiros de cinco países, que prevê um investimento de 8,5 milhões de euros, em três anos, para criar em Viana do Castelo o primeiro centro europeu para testar robôs em parques eólicos flutuantes.

“Esse projeto emprega cerca de 40 pessoas”, referiu, adiantando que o futuro Centro Internacional de Testes de Energias Offshore “poderá ter até uma centena de trabalhadores, em vários domínios”.

“Não apenas ligados diretamente às energias renováveis, mas a outros projetos de investigação uma vez que havendo plataformas flutuantes na costa de Viana do Castelo, poderão ser iniciados outros estudos ligados à biodiversidade, entre outras fileiras de investigação”, acrescentou.

Referiu ainda que “a constituição de um Centro Internacional de Testes de Energias ‘Offshore’ em Viana do Castelo será um enorme potencial para a comunidade científica, mas também para o país e um espaço de referência a nível europeu”.

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