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Viana do Castelo regista em 2017 quebra de 11% na natalidade

Rádio Alto Minho

11 Janeiro 2018, 9:36

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O distrito de Viana do Castelo registou, em 2017, a maior descida de natalidade, 11%, de acordo com os dados dos “testes do pezinho” realizados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

De acordo com aqueles dados divulgados pelo jornal Público, o ano passado, foram rastreados menos 1.397 bebés do que em 2016, sendo que os distritos de Viana do Castelo, com menos 11%, e da Guarda, com menos 9%, lideram a lista nacional, contrariando a tendência de aumento da natalidade que se mantinha desde 2014.

Os números finais dos exames de rastreio feitos aos recém-nascidos, divulgados na quarta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa), confirmam que, no ano passado houve menos 1397 bebés testados do que em 2016, o que equivale a uma quebra de 1,6%.

Esta foi a primeira vez desde 2013 que os números caíram. Depois de uma diminuição acentuada nesse ano, os nascimentos foram aumentando de forma constante e só em 2017 se voltou a registar um decréscimo. Passou-se de 87.577 bebés rastreados em 2016 no âmbito do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce para 86.180 em 2017.

Só cinco distritos contrariam esta tendência. A variação entre 2016 e 2017 foi positiva no caso de Faro (0,1%), Castelo Branco (0,9%), Madeira (4,3%), Bragança (4,3%) e Portalegre (4,4%). Já em termos absolutos, a maior diferença em relação aos números de 2016 registou-se no Porto (-304 bebés), Leiria (-210) e Santarém (-199).

Na quarta-feira o Diário de Notícias divulgou dados do Ministério da Justiça que apontam para a mesma tendência. Segundo o Ministério da Justiça, a diferença entre 2016 e 2017 foi de menos 2.702 bebés. Ou seja, uma redução de 3%.

A discrepância entre as duas fontes de informação — Justiça e Insa — tem a ver com o tipo de dados que são recolhidos. A Justiça quantifica o registo civil de todas as crianças nascidas no país. O Insa não mede diretamente o número de nascimentos, antes contabiliza os “testes do pezinho” (um rastreio feito aos bebés entre o 3.º e o 6.º dia de vida, que tem como objetivo despistar, ou caso seja necessário, tratar precocemente 24 doenças raras) realizados ao longo do ano.

O teste não é obrigatório, mas segundo o instituto tem uma taxa de cobertura próxima dos 100%.

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