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Viana precisa de cerca de 300 novas casas e hotéis de 4 estrelas

Andrea Cruz

11 Julho 2018, 19:23

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O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje que o concelho precisa de mais cerca de 300 novos fogos de habitação e cerca de três novos hotéis de quatro estrelas.

“Viana do Castelo precisa, nos próximos anos, entre 200 a 300 novos fogos de habitação e mais duas a três unidades hoteleiras, de quatro estrelas, para fazer face às necessidades do concelho face aos eventos que acolhe”, afirmou José Maria Costa.

O autarca socialista, que falava aos jornalistas à margem da conferência sobre “Reabilitação Urbana em Viana do Castelo – Investimentos e Instrumentos de Financiamento” que decorreu hoje num hotel da praia Norte, apontou como exemplos da “grande necessidade” de alojamento do concelho os “cerca de seis congressos nacionais e internacionais” que estão previstos para a capital do Alto Minho”.

“Vamos ter um grande encontro da OCDE que se vai realizar em Portugal, nas cidades do Porto, Viana do Castelo. No final deste ano, vamos ter um grande evento ligado à União Europeia ligada à estratégia marítima atlântica e o que nós sentimos é uma grande dificuldade de alojamento para podermos acolher iniciativas desta dimensão”, referiu.

Disse ainda que, em três anos, deram entrada nos serviços da autarquia 1.900 processos de reabilitação urbana e que, “só em 2017, o investimento privado neste setor atingiu quase 20 milhões de euros, mais do dobro que em 2016.

Destacou ainda que, “entre 2014 e 2017, os investimentos em reabilitação urbana ascenderam a 60 milhões de euros”, frisando que “nos últimos três anos, o investimento privado rondou os 40 milhões de euros e que, em curso até 2020, o município tem cerca de 20 milhões de euros de investimentos”.

“A reunião de hoje serve para dar conta do balanço muito positivo da recetividade manifestada investidores nos últimos anos e para dar conhecer os instrumentos, quer sejam fiscais quer sejam financeiros de apoio a possíveis investimentos em Viana do Castelo, mobilizando-os para que façam a sua parte, investindo em Viana do Castelo”, reforçou.

A Câmara Municipal “está a investir, até 2020, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), 20 milhões de euros em 30 diferentes projetos, cuja intervenção será focada nas sete Áreas de Reabilitação Urbana (ARUS).

Em 2013 foi criada a primeira ARU para o Centro Histórico, abrangendo o núcleo medieval da cidade. Existem ainda as ARU da Cidade Poente, ARU de Darque e ARU da Frente Ribeirinha de Viana do Castelo, constituídas em 2015. Em 2017 foram criadas mais três áreas, a ARU da Cidade Norte, envolvendo freguesias de Santa Maria Maior e Meadela, a ARU Frente Atlântica, nas freguesias de Areosa e Monserrate, e a ARU da Frente Marítima da Amorosa, na freguesia de Chafé.

O PEDU, financiado por fundos do programa Portugal 2020, “visa a qualificação do sistema urbano, mediante três diferentes planos: o Plano de Mobilidade Sustentável, o Plano de Ação de Regeneração Urbana e o Plano de Ação Integrada para as Comunidades Desfavorecidas”.

 

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