A situação do grande incêndio que lavra desde sábado no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Ponte da Barca, agravou-se drasticamente na tarde desta segunda-feira, estando neste momento "descontrolado" devido à intensidade do vento. Mais de 300 operacionais estão no terreno a combater as chamas, numa luta dificultada pelas condições meteorológicas adversas.
Fontes no terreno indicam que o fogo, que lavra com grande intensidade, apresenta duas frentes muito ativas, sendo a situação mais crítica na zona de Froufe, na freguesia do Lindoso. A forte ventania está a dificultar a ação dos 14 meios aéreos mobilizados, que enfrentam grandes desafios para operar com eficácia.
No combate às chamas estão mais de 300 operacionais, apoiados por cerca de 100 viaturas. Este dispositivo inclui a cooperação de meios aéreos espanhóis, essenciais para tentar suster o avanço das chamas, que se dirigem em direção a Espanha.
Apesar da violência do fogo, as autoridades garantem que, para já, não existem habitações em risco. Contudo, o fumo intenso está a condicionar a visibilidade em toda a região, sendo notado em vários concelhos do Minho e na autoestrada A3, entre Ponte de Lima e Valença.
Para fazer face à gravidade da situação, a Câmara Municipal de Ponte da Barca ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, assegurando assim a mobilização de todos os meios e recursos necessários para a gestão desta ocorrência.
A GNR está a investigar a origem do fogo, que deflagrou em período noturno, sendo a principal suspeita a de origem humana, possivelmente com mão criminosa.




















