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Alívio em Ponte da Barca: Incêndio que consumiu mais de 7 mil hectares está estabilizado

Rádio Alto Minho

01 Agosto 2025, 11:47

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As cerca de 60 pessoas das aldeias de Sobredo e Paradela, que tiveram de ser retiradas das suas casas na noite de quinta-feira por precaução, já regressaram às suas habitações em segurança

Após vários dias de combate intenso, o incêndio que deflagrou no sábado à noite na localidade de Lindoso, em Ponte da Barca, e que consumiu uma vasta área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, foi finalmente dado como estabilizado esta sexta-feira. A notícia traz um alívio para a população e para as centenas de operacionais que lutaram contra as chamas, que chegaram a ameaçar várias aldeias.

As cerca de 60 pessoas das aldeias de Sobredo e Paradela, que tiveram de ser retiradas das suas casas na noite de quinta-feira por precaução, já regressaram às suas habitações em segurança. Esta evacuação foi uma das medidas de segurança implementadas durante um combate que se revelou extremamente exigente, com o fogo a lavrar com grande intensidade e a ser descrito pelo autarca de Ponte da Barca, Augusto Marinho, como algo “nunca visto” pela sua instabilidade.

O incêndio, que chegou a ter várias frentes ativas, mobilizou um dispositivo de combate de grandes dimensões, que no seu auge contou com mais de 660 operacionais, apoiados por mais de 220 viaturas e meios aéreos. As operações foram dificultadas pela orografia do terreno e pelo vento, que contribuíram para a rápida progressão das chamas. Durante as operações de combate, registaram-se cerca de 20 feridos ligeiros, na sua maioria bombeiros e agentes da proteção civil, com um civil entre os afetados.

O comandante das operações no terreno, Marco Domingues, afirmou que, apesar de o incêndio estar estabilizado, não se pode “baixar a guarda”, dado o “elevado grau de imprevisibilidade” do fogo que já consumiu mais de sete mil hectares. Os trabalhos no terreno prosseguem agora com ações de rescaldo e consolidação para evitar reacendimentos, num esforço que se prevê durar mais alguns dias.

A dimensão do incêndio foi tal que a nuvem de fumo se tornou visível a dezenas de quilómetros, chegando a cidades como Braga e a outros concelhos do Minho, e afetando a qualidade do ar em várias regiões. A destruição deixada pelas chamas no único parque nacional do país é descrita como “uma facada no coração do PNPG”, cujos impactos ambientais se farão sentir por um longo período.

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