Regional
Celina Parente escreve poema em homenagem às festas da Senhora d´Agonia
16 Agosto 2025, 11:26
Celina da Chão Parente, jovem autora natural da freguesia de Amonde, concelho de Viana, escreveu o poema "Viana", no âmbito das Festas da Senhora d´Agonia, que decorrem na cidade de Viana até quarta-feira, dia 20.
“É um texto poético que celebra a cultura e a devoção que tornam a Romaria d’Agonia única em Portugal”, refere a autora, que lançou recentemente o seu novo livro “Ventos do Destino.
Viana…
Viana, eterna cidade,
filha do mar e do monte,
onde o sol se levanta
e a lua de prata pousa.
Tuas raízes são do Minho,
fortes como marés,
firmes como a serra d’Arga,
profundas como a fé.
As minhotas
trazem no olhar o brilho das estrelas,
no sorriso, raios de sol
a iluminar o peito de oiro.
Nas mãos, o cheiro a terra
e memória.
Camisas de linho bordadas,
saias brancas rendadas,
a herança de umas meias,
chinelas a bater na calçada.
Pelas ruas de Viana
desfilam com o traje
bordado com fios de chieira.
Não faltam bombos,
bandas de música, folclore,
cabeçudos e gigantones
que, por vezes,
num gesto desprevenido,
deixam fugir um beijo.
Madrugada fora,
as ruas da Ribeira
vestem-se de mil cores,
dando forma a tapetes
para receber
a Senhora sua padroeira.
Tapetes de flores e sal,
flores macias
como dias de calma,
sal ardente
como lágrimas do mar
ao ver um barco vacilar.
Gentes do mar e de fé
rezam à Senhora d’Agonia,
erguendo os olhos envidraçados ao céu.
Agradecem mais um ano,
pedem bênção para outro.
As mulheres
pedem proteção
para maridos, filhos, pais,
homens que enfrentam
ventos e ondas revoltas
e, tantas vezes,
o mar lhes deixa
o coração nas mãos.
Os homens do mar
pedem águas calmas e peixe,
para que as mesas
nunca fiquem vazias.
Antes do adeus, a serenata.
Foguetes estalam no céu,
iluminam a cidade
e abraçam a lua de prata
num gesto de festa.
Da ponte,
uma chuva de estrelas
beija o rio
num gesto de despedida.
Celina parente é autora do livro Portas do coração; participou em algumas tertúlias poéticas e coletâneas “Poetas d’hoje”, “Saborear a poesia”, “As cores do mar”, “Ei-los que Partem!”, “coletânea de Autores e Escritores do Alto-Minho”.
Em 2018 participou na coletânea de melodias – Cabeceiras de Basto resultando o poema musicado “Viana do Castelo”.
Em 2020, durante a quarentena, foi vencedora do concurso “Poemas para o projeto musical «Vamos ficar bem»”.
Em 2021, participou no “Encontro luso- -Galaico” produzido como um projeto de programação e intervenção cultural, desenvolvido pela Fundação Consuelo Vieira da Costa, na produção de poesia em tempo real para Fado Tradicional.
Em 2018 participou na coletânea de melodias – Cabeceiras de Basto resultando o poema musicado “Viana do Castelo”.
Em 2020, durante a quarentena, foi vencedora do concurso “Poemas para o projeto musical «Vamos ficar bem»”.
Em 2021, participou no “Encontro luso- -Galaico” produzido como um projeto de programação e intervenção cultural, desenvolvido pela Fundação Consuelo Vieira da Costa, na produção de poesia em tempo real para Fado Tradicional.




















