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Apostas online: 40% dos jogadores ainda recorrem a operadores ilegais – APAJO alerta para riscos

Rádio Alto Minho

02 Setembro 2025, 11:42

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APAJO lança uma campanha sobre os riscos inerentes ao jogo ilegal e como limitar os mesmos para todos os jogadores de plataformas reguladas em Portugal.

Numa era digital onde o jogo online vive um momento de tremenda prosperidade, cada vez mais as campanhas de sensibilização são importantes para manter o jogo responsável em solo nacional.

A verdade, é que ainda existem muitos jogadores portugueses a optarem por recorrer a operadores ilegais, sendo esta uma das grandes preocupações dentro da indústria e algo a que a Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO) tem demonstrado particular atenção.

Na procura dos principais casinos online em Portugal, nem sempre é tarefa fácil encontrar as plataformas a atuar de forma legítima no mercado, felizmente, pode encontrar todos os sites licenciados em www.online-casinos.com.

Neste artigo ficará a conhecer um pouco melhor os riscos inerentes à atividade de jogo ilegal e como a campanha mais recente lançada pela APAJO poderá ajudar na gestão monetária e emocional no mundo das apostas.

Percentagem significativa de utilizadores “vulneráveis”

Em Portugal, o jogo online é regulado pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos Online (SRIJ), que garante que todas as plataformas a atuar de forma legal no mercado nacional cumprem as regras de segurança e proteção do jogador.

No entanto, continua a ser extremamente difícil a esta entidade controlar as plataformas ilegais em atividade para jogadores portugueses, já que muitas vezes estes possuem promoções e bónus mais atrativos.

Atualmente, existe cerca de 40% de apostadores em solo nacional a utilizarem estas plataformas, estando assim muito permeáveis a comportamentos abusivos, sem qualquer proteção legal e, sobretudo, “comandados” por uma falta de transparência que muitas vezes manipula situações.

  • Apenas 37,7% dos apostadores em plataformas ilegais estão conscientes disso
  • 42,2% dos jogadores gastam menos de 25 € por mês
  • 43,9% dos apostadores jogam, pelo menos, 1 vez por semana
  • 12,2% dos apostadores nacionais não sabem se jogam em plataformas legais

Dentro desta percentagem de apostadores, uma grande parte dos mesmos são jogadores menos experientes ou com pouco conhecimento do mercado, geralmente, considerados jovens adultos e sem qualquer tipo de consciência financeira.

Este tipo de comportamentos leva, recorrentemente, a apostas de formas impulsivas, motivadas por bónus e promessas de “lucros fáceis”.

Detalhes sobre a campanha “Escolha os seus Limites”

A APAJO tem sido um dos líderes do setor de jogos online na criação de iniciativas que visam o jogo responsável, utilizando diferentes mecanismos de comunicação para ajudar os consumidores nesta atividade.

Mais recentemente, esta associação lançou uma campanha a nível nacional, visando dar a conhecer ferramentas de jogo responsável, úteis para todos os jogadores, que criam limitações importantes para a realidade de um jogador individual.

A procura de sensibilizar os jogadores para que, voluntariamente, utilizem limites de depósito e de apostas, é o ponto fulcral desta campanha, sendo que estas ferramentas estão disponíveis em todas as plataformas licenciadas em Portugal.

Além de um mecanismo de proteção para qualquer jogador, este é, sobretudo, uma forma de educação para os apostadores, promovendo práticas de jogo responsáveis e onde a diversão seja a razão principal para os portugueses voltarem a estas plataformas.

Ferramentas de proteção com boa taxa de adesão

Até ao momento, e desde o lançamento desta campanha, a Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online tem recebido números bastante positivos por parte dos operadores licenciados, uma excelente resposta para uma iniciativa que esperam seja impactante.

Os números mais recentes demonstram que 55% dos jogadores em atividade nas plataformas legais já utilizaram esta funcionalidade de limites de apostas, enquanto 45,5% escolheram o limite de depósitos.

Estes dados demonstram um grande nível de educação e consciência por parte dos jogadores portugueses, num momento onde o crescimento do jogo online em Portugal é por demais evidente e onde milhões são movimentados todos os dias.

Importante referir que estes mecanismos de proteção podem e devem ser utilizados pelos jogadores, mas se os mesmos quiserem aumentar esses limites, terão de esperar um período de 24 horas – sendo esta uma forma de prevenir comportamentos impulsivos.

De uma forma geral é expetável que estas medidas conduzam a um jogo ainda mais responsável pelos portugueses, já que existe uma grande percentagem de jogadores ativos em território nacional.

O perfil do jogador nacional

O jogo responsável e em plataformas licenciadas em Portugal conta com números muito interessantes, sendo que se estima que quase 80% dos jogadores que atuam nestes operadores gastam até 50 € por mês, segundo o estudo sobre os “Hábitos de Jogo Online dos Portugueses”

A maioria destes jogadores, onde a faixa etária mais significativa se situa entre os 18 e os 44 anos, não chegam sequer a gastar 25 € mensais, o que demonstra uma consciência de jogo acima dos parâmetros de outros mercados europeus.

Este é perfil considerado “natural” para um apostador, já que são estes os indivíduos que se sentem mais familiarizados com produtos digitais.

Podemos afirmar que a “disciplina financeira” dos portugueses tem como grande responsável a regulação rigorosa que com que o país conta, expondo cada vez menos os jogadores a riscos de vício e tendo os comportamentos abusivos mais facilmente monitorizados.

O jogo recreativo é assim o atributo que melhor carateriza os jogadores nacionais em plataformas legais, priorizando a segurança, transparência e regulamentação, deixando aos mesmo tempo de parte o jogo como fonte de rendimento.

Expetativas para o impacto desta campanha

A campanha pode ser considerada um sucesso até ao momento, sobretudo com a adesão de inúmeros influenciadores portugueses, o que gerou visualizações por mais de 500 mil contas, números significativos em solo nacional.

No entanto, é expetável que estes números continuem a progredir, criando uma maior consciencialização para a sociedade e, sobretudo, uma maior proteção dos jogadores mais vulneráveis, com tendências para problemas de saúde mental ou financeiros.

De forma geral, a APAJO considera que a campanha será um sucesso se a mesma for vista e compreendida por todas as pessoas, já que a mensagem transmitida é lúcida e os mecanismos de limite podem ser encontrados de forma simples em todas as plataformas.

Este é um momento crucial para o desenvolvimento do jogo online em Portugal e são iniciativas como esta que poderão continuar a desmistificar esta indústria como um “problema da sociedade”, já que estamos perante uma atividade de entretenimento que movimenta milhões de entusiastas por todo o mundo.

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