IPO do Porto esclarece que nenhum tratamento apresentou “eficácia” na doença da jovem de Viana
09 Dezembro 2025, 8:50
O Instituto Português de Oncologia do Porto confirmou esta segunda-feira que Ângela Pereira, jovem de 23 anos, natural de Afife, concelho de Viana do Castelo, vive um “contexto clínico de altíssimo risco” e que “nenhuma das abordagens médicas apresentou eficácia”.
O esclarecimento surge após um apelo público lançado pela própria nas redes sociais, pedindo ajuda para encontrar alternativas de tratamento, afirmando que, em Portugal, “já não há saída”.
Em comunicado, citado pelo Correio da Manhã, o IPO sublinha que Ângela está a ser seguida “num centro altamente diferenciado para o tratamento da patologia em causa”, por equipas com vasta experiência em hematologia, transplante de medula, infeções oportunistas e nas complicações associadas.
Segundo a instituição, Ângela já realizou seis linhas diferentes de quimioterapia, um autotransplante e um alotransplante de medula óssea a partir de um dador familiar. Contudo, o elevado grau de imunossupressão resultante dos tratamentos levou ao desenvolvimento de uma aspergilose invasiva, resistente a todos os antifúngicos disponíveis, incluindo combinações de terapêuticas.
Perante a ausência de resposta clínica, foi ainda realizada uma cirurgia pulmonar, sem sucesso no controlo da infeção.
Face ao cenário “complexo” e ao “prognóstico muito reservado”, o IPO indica que foram acionados os Cuidados Paliativos, que, em conjunto com a equipa de transplantação, ajustaram a terapêutica à evolução da condição da jovem. Está também a ser garantido apoio psicológico para ajudar Ângela a lidar com a situação.
A instituição reforça o “compromisso com cuidados rigorosos, humanizados e tecnicamente diferenciados”, assegurando que todas as decisões clínicas são tomadas “com base na melhor evidência científica e com profundo respeito pela dignidade dos doentes”.




















