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Confederação nacional que representa associções de apoio à deficiência fala em “verdadeiro retrocesso” nos últimos 4 anos

Rádio Alto Minho

16 Outubro 2015, 14:58

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A Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD), estrutura que representa  representa 38 associações que apoiam todos os tipos de deficiência, diz que que se registou “um verdadeiro retrocesso” nos direitos das pessoas com deficiência nos últimos quatro anos. Educação, saúde, emprego, acessibilidades são as áreas apontadas pela CNOD

“Os últimos quatro anos foram de verdadeiro retrocesso nos direitos de pessoas com deficiência”, disse à agência Lusa o presidente da CNOD, José Reis, sublinhando que esta análise vai ser feita, no sábado, em Leiria, durante o encontro anual das quase 40 associações de cidadãos com deficiência.

José Reis adiantou que, “quase a todos os níveis, houve um retrocesso no cumprimento dos direitos das pessoas com deficiência que tinham sido alcançados e traduzidos na legislação”.

Como exemplos, referiu os cortes na saúde, que afetam as pessoas com deficiência ao nível das taxas moderadoras e exames médicos, baixando, para tal, os graus de incapacidade nas tabelas, e na educação, com a falta de técnicos para os alunos com necessidades educativas especiais.

O presidente da CNOD realçou que, nos últimos quatro anos, também não se avançou em relação às acessibilidades nos edifícios públicos e no que toca ao emprego para pessoas com deficiência.

“O processo que estava a iniciar-se sobre as quotas de pessoas com deficiência nas empresas e todo o apoio que estava a ser dado também andou para trás”, acrescentou.

Temas como emprego, saúde, educação e acessibilidades vão ser objeto de discussão no 23.º Encontro Nacional de Deficientes, que vai reunir sábado, em Leiria, quase 40 associações do setor com o lema “Unir, refletir e lutar por uma sociedade mais justa e inclusiva”.

O encontro termina com um desfile, pelas ruas de Leiria, numa ação “de sensibilização e de denúncia das condições cada vez mais difíceis” com que vivem centenas de milhares de pessoas com deficiência em Portugal, disse ainda o mesmo responsável.

Foto www.genteemercado.com.br

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