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Cultura

Biblioteca da escola do Monte da Ola homenageia Maria Augusta Alpuim

Rádio Alto Minho

29 Outubro 2015, 12:32

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A biblioteca da Escola do Monte da Ola, em Vila Nova de Anha, vai homenagear, na sexta-feira, Maria Augusta Alpuim, figura vianense que lhe dá nome, para assinalar a passagem do centenário do seu nascimento.

A homenagem vai decorrer na biblioteca Maria Augusta Alpuim a partir das 18.00, com a presença do sobrinho João Alpuim.

Maria Augusta Alpuim, ou Miguta, como muitos a conhecem carinhosamente, teve uma ativa vida em prol de Viana do Castelo, a nível social, político e cultural.

Esteve ligada à fundação da Acão Católica, da Casa dos Rapazes e das Guias de Portugal em Viana.

Foi vereadora e presidente da Câmara Municipal e foi também autora de obras de referência da bibliografia vianense: Casas de Viana Antiga, A Sé Catedral de Viana do Castelo ou Santa Luzia Montanha Dourada.

Esteve ainda ligada à génese dos Cadernos Vianenses e do CER (Centro de Estudos Regionais).

Em 1997 foi distinguida com o título de Cidadã de Mérito pela Câmara Municipal de Viana do Castelo

De acordo com os registos consultados da biblioteca municipal de Viana do Castelo, consultados pela RAM, Dona Maria Augusta d’Eca d’Agorreta d’Alpuim é descendente da Casa dos Alpuins que tem como núcleo secular o armoriado Paço de Anha.

Nascida acidentalmente em Lisboa, a 5 de Abril de 1915, era uma individualidade culta e dotada de um coração sobremaneira generoso, que intensamente se referenciou como católica pela fé e pelas obras, ao colaborar ativamente em vários organismos ligados à Igreja e em variadíssimas iniciativas de solidariedade social.

Exemplo de espiritualidade e humanismo, afirmou‐se ainda como pedagoga, figura pública e escritora de reconhecidos méritos. Ainda jovem, fundou a Juventude Católica Feminina, movimento em que, durante dez anos, exerceu vários cargos de responsabilidade diretiva. Subdelegada da Mocidade Portuguesa, desde 1942, fundou uma Residência para Estudantes, um Centro de Trabalhos Regionais e uma Casa de Repouso e Tempos Livres para raparigas estudantes. Já como delegada, foi professora de Religião e Moral no Liceu e na Escola Técnica, até à extinção deste movimento, em 1974.

Em 1975, foi cofundadora do Jardim de Infância Nun’Álvares, mais tarde convertido no Infantário

de Santo António e, nesse mesmo ano, foi também a fundadora, na região, da Associação escutista “Guias de Portugal”, movimento por si dirigido. Desde que, em 13 de Janeiro de 1952, foi fundada a Casa dos Rapazes (mais tarde, integrando os miúdos do antigo Orfanato, passou a ser designada por Casa dos Rapazes ‐ Oficinas de S. José).

Foi dona Miguta, à frente de um grupo de dedicadas senhoras, sob a égide do então Padre Constantino, que, durante muitos anos, lhe deu corpo e alma e que mais se distinguiu a transmitir o carinho e o ambiente afetivo indispensável àquela instituição de grande alcance social, projetando-a para, ao longo dos anos, honrar a cidade no acolhimento, educação e preparação para a vida de muitos e muitos jovens carenciados e desprotegidos.

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