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Autarca de Vila Nova de Anha acusa ULSAM de “enganar e defraudar” população

Rádio Alto Minho

04 Novembro 2015, 17:05

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A Junta de Freguesia de Vila Nova de Anha acusa a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) de “enganar e defraudar” a população da freguesia por falta de médico na extensão de saúde local.

Em comunicado o presidente da Junta de Vila Nova de Anha, Rui Matos, explicou que a extensão de saúde da freguesia “está encerrada desde segunda-feira, por falta de médico”.

“A única médica que exercia funções concorreu a um concurso aberto pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e foi colocada em Barcelos. A nossa extensão de saúde teve que fechar”, disse.

Segundo o autarca, “os 1 200 utentes da extensão de saúde de Vila Nova de Anha, mais uma vez sentem-se enganados e defraudados nas suas expectativas no que concerne ao acesso à prestação de serviços saúde em primeira linha”.

Adiantou que “não estão a ser dadas respostas a domicílios pedidos há mais de quinze dias para controlo de doentes hipocoagulados, receituário, prescrição de exames e serviços de enfermagem”, situação que disse afetar sobretudo “os idosos, e população com baixos níveis de rendimentos”.

“O conselho de administração da ULSAM e os responsáveis pelos cuidados primários entendem que o silêncio, e a não resposta às nossas exigências e direitos é a forma de resolver os problemas de saúde da população. Entendemos que chegou a hora de dizer basta contra o silêncio e a desprezível ignorância a que temos sido votados por esses responsáveis”, adiantou.

Já a ULSAM explicou que, apesar da saída, no dia 02 de novembro da médica que prestava serviço naquela extensão, após ter sido colocada em Barcelos no âmbito de concurso da ARS Norte, “os utentes daquela extensão de saúde (543 segundo o registo de setembro 2015) têm assegurado a prestação de cuidados de saúde no Centro de Saúde de Darque”.

“A ULSAM está a fazer as diligências necessárias no sentido de a substituir o mais rapidamente possível, prevendo-se que o mesmo venha a acontecer a partir já do dia 9 do corrente mês”, lê-se na nota enviada à Lusa.

A ULSAM assegurou que “apesar deste inconveniente os cuidados de saúde estão sempre assegurados no Centro de Saúde de Darque que dista 2,5 quilómetros da referida extensão”.

Rui Matos adiantou que face à “ indiferença e ausência de soluções por parte da ULSAM”, a população decidiu realizar uma manifestação de protesto, à porta da ULSAM, ainda em data a anunciar.

“De uma forma legal, organizada e ordeira, marcaremos uma ação concertada para exigir junto da ULSAM a garantia do acesso a toda a população aos cuidados de saúde”, afiançou.

Rui Matos lamentou que “a administração da ULSAM tenha sempre relegado este assunto para último plano, sendo que sempre que há falhas de médicos ou substituições, a extensão de Saúde de Vila Nova de Anha é, logo e sempre, a primeira a sentir”.

A ULSAM inclui o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, o Hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima e, 13 centros de saúde espalhados pelo Alto Minho.

 

Foto: www.facebook.com

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