Autarca de Viana e líder da CIM do Alto Minho quer ver cobrança de portagens reavaliada
07 Dezembro 2015, 18:01
O presidente da Câmara de Viana e da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho pediu hoje aos líderes parlamentares do Bloco de Esquerda, do PS e do PCP a “reavaliação” do sistema nacional de cobrança portagens nas antigas Scut.
Em comunicado, hoje, o líder daquela estrutura que integra os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, José Maria Costa, adiantou ter solicitado ainda a “anulação” da cobrança de portagens na A28, que liga Viana do Castelo ao Porto, “tratamento semelhante ao dado à A22”.
“Tendo tido conhecimento da intenção de colocar um ponto final nas portagens da A22, lembro que a mesma situação se passa a norte, na A28 entre Porto e Viana do Castelo, onde se denotam incontáveis problemas criados com a implementação desta medida em 2010 e sempre contestada por autarcas, empresários e utentes da via”, explicou.
O socialista, que também é presidente da Câmara de Viana do Castelo, justificou os pedidos com a necessidade de “introduzir maior justiça e coesão territorial nas zonas de fronteira e com maior dependência de atividades com a vizinha Espanha, nomeadamente turísticas”.
Para o autarca, a introdução de portagens nas antigas Scut (autoestrada sem custos para o utilizador), provocou “constrangimentos diversos, constituindo um entrave à competitividade da região e sendo um fator prejudicial para as relações transfronteiriças desta região”.
Disse que aquela medida se traduziu num “substancial aumento da insegurança e da sinistralidade rodoviária na EN13, alternativa à A28, e também num entrave à dinâmica da economia local e ao turismo, tendo introduzido prejuízos significativos na utilização de infraestruturas aeroportuárias (nomeadamente no Aeroporto Sá Carneiro) por parte dos utentes da Galiza”.
“As portagens na A28 motivaram igualmente graves entraves ao sector da logística, tendo sido registada a relocalização de muitas empresas do distrito de Viana do Castelo para a Área Metropolitana do Porto”, lembrou.
FOTO. Arménio Belo






















