Viana vai ter a primeira loja do país em regime ‘franchising’da marca de chocolates Avianense
07 Dezembro 2015, 19:38
Viana do Castelo vai ter a primeira loja do país da Avianense, em regime de ‘franchising’. A loja vai abrir, na terça-feira, na rua Manuel Espregueira, em pelo centro de Viana do Castelo, cidade onde , há 100 anos, nasceu a marca de chocolates.
Em declarações à RAM, Diana Cruz, uma das duas sócias no novo estabelecimento comercial adiantou que “é a primeira loja daquela marca a abrir em todo o país e marca o regresso dos chocolates Avianense à cidade que os viu nascer”.
A nova loja, um investimento de cerca de 40 mil euros, “vai vender exclusivamente chocolates Avianense”, vai abrir portas “num conceito ‘pop’ para aproveitar a época natalícia mas, posteriormente ira sofrer obras de remodelação aprofundada”.
Diana Cruz adiantou que a ideia de abrir uma loja dedicada àquela marca surgiu porque ambas as promotoras, uma natural de Viana, e a outra do Porto, “conhecem bem os chocolates Avianense e o proprietário que atualmente os fabrica”.
“Acreditamos que esta aposta vai correr bem. A marca Avianense é uma tradição em Viana do Castelo”, sustentou Diana Cruz.
Em novembro passado, o atual proprietário da marca, Luciano Costa, inaugurou a nova fábrica de chocolates e o museu da marca, em Durrães, Barcelos, num investimento de 1,5 milhões de euros.
Em comunicado enviado na altura, a empresa adiantou que aquela unidade, com 15 funcionários e uma produção na ordem dos 300 quilos de chocolate por dia, ira permitir “triplicar a produção”.
“Estamos a trabalhar para concretizar esse objetivo, procurando consolidar a nossa presença no mercado português e avançar para a internacionalização, nomeadamente para a China”, anunciou Luciano Costa, referindo que os chocolates da Avianense já estão presentes nos Estados Unidos.
Das instalações da nova fábrica 2.400 metros quadrados (m2) são ocupados pela produção, embalagem e armazenamento, e 1.100 metros quadrados por um museu, com livros, filmes, fotografias, máquinas e outras curiosidades – que contarão a história da Avianense e do fabrico do chocolate – e por escritórios.
Fundada em 1914 em Viana do Castelo, a fábrica de chocolates Avianense foi declarada falida pelo tribunal em 24 de setembro de 2004 devido a dívidas de 2,155 milhões de euros, sendo o Estado então o maior credor ao reclamar 1,142 milhões de euros relativos ao IRS, IVA e à Segurança Social.
A marca Avianense, bem como os equipamentos e a frota da empresa, foram arrematados por cerca de 150 mil euros por Luciano Costa que, em agosto de 2005, começou da “estaca zero” e retomou o fabrico dos chocolates aproveitando as instalações de uma fábrica de confeções em Durrães, de que era dono.
“Cumprimos o sonho de recuperar uma marca centenária, criando postos de trabalho, produzindo chocolates de qualidade para um mercado mais exigente e apostando na nossa história e na nossa cultura”, adiantou a empresa na nota enviada à comunciação social.
“Depois do relançamento da marca, o ano de 2015 será o melhor da nova gestão, com uma faturação que, pela primeira vez, deverá atingir um milhão de euros”, lê-se na nota então enviada à comunciação social.
Em Portugal, os chocolates da Avianense “regressaram paulatinamente às montras de lojas, hipermercados, supermercados e minimercados, podendo também ser encontrados em espaços citadinos de referência, como A Loja Portuguesa, de Catarina Portas”.
A Avianense, o mais antigo fabricante de chocolates português, produz o “Imperador”, um bombom feito com uma amêndoa torrada nacional e chocolate de leite, um ex-líbris e o produto que mais vende.
A marca fabrica também tabletes, ovos e fantasias de Natal, chocolate e cacau em pó, torrefação de cevada, napolitanas, bombons de diversos tipos, pudim e ouriço de chocolate apostando “na inovação e na diferenciação do produto” para vencer num mercado global muito concorrencial, concluiu.






















