Alto Minho é primeira zona do país certificada pela Carta Europeia de Turismo
10 Dezembro 2015, 10:09
A região do Alto Minho é a primeira do país a ter o certificado da Carta Europeia do Turismo Sustentável (CETS) atribuído pela Federação Europeia de Parques Nacionais e Naturais (EUROPARC). A distinção foi entregue esta semana ao presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.
O galardão engloba o território de sete dos dez concelhos da região, sendo eles Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Monção, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.
Os municípios de Arcos de Valdevez, Melgaço e Ponte da Barca já possuem aquela classificação desde 2002, através de uma candidatura do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), e que foi já objeto de renovação.
A classificação entregue, na segunda-feira, em Bruxelas ao presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, abrange um conjunto de oito áreas protegidas e classificada.
A Paisagem Protegida do Corno do Bico, em Paredes de Coura, a Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e de São Pedro d’Arcos, em Ponte de Lima, os Sítios da Rede Natura 2000 do Litoral Norte, dos rios Minho e Lima, da Serra de Arga e do Corno do Bico, e a Zona de Proteção Especial da Rede Natura 2000 Estuários dos Rios Minho e Coura.
“O Alto Minho passa, assim, a ser a primeira NUT III (unidades territoriais para fins estatísticos) do Continente, com todo o território certificado no âmbito da Carta Europeia do Turismo Sustentável”, lê-se no comunicado daquela associação de municípios.
Com este reconhecimento internacional, especificou aquela estrutura, “serão agora realizadas ações de mobilização e informação aos principais atores públicos, privados e associativos no sentido de assegurar a implementação desta estratégia e do respetivo plano de ação, nomeadamente, através de mecanismos de financiamento do atual quadro comunitário”.
O certificado resultou de uma candidatura apresentada pela CIM do Alto Minho, em fevereiro passado no âmbito do projeto Biolandscape Alto Minho, cofinanciado pelo Programa Operacional do Norte (ON2) e aprovada por unanimidade, em setembro, pela Comissão de Avaliação da EUROPARC.
De acordo com a CIM do Alto Minho trata-se de “uma ferramenta que visa promover o desenvolvimento de um turismo sustentável em áreas protegidas e classificadas”.
A imagem do território “como um único destino turístico, a inserção numa rede europeia de destinos de excelência, uma melhor organização da oferta turística, o reconhecimento da importância da população local e dos empresários no processo de planeamento e desenvolvimento da atividade turística”, são algumas das vantagens desta certificação.
Com esta certificação pretende-se ainda “uma maior satisfação dos visitantes e um maior retorno na economia local da atividade turística, a promoção da preservação dos valores naturais e culturais do território e o acesso a programas específicos de cofinanciamento”.






















