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Autarca de Viana do Castelo apela ao governo para repor apoio ao rali de Portugal

Rádio Alto Minho

08 Janeiro 2016, 12:51

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O presidente do da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa apelou hoje ao governo para repor o apoio à realização do rali de Portugal, que ficou sem suporte financeiro do Estado em 2014. O autarca  socialista José garante ter “pedido ao Ministério da Economia a reposição dos apoios do Estado para a realização do rali de Portugal em 2016, ou seja, que sejam novamente atribuídos os apoios que existiam quando se realizava no Algarve”.

José Maria Costa justificou a restituição dos apoios do Instituto de Turismo por se tratar “de um grande evento desportivo que, para além da visibilidade internacional, traz retornos para a economia e turismo regionais e nacionais”.

Em julho de 2014, o Ministério da Economia anunciou que o Turismo de Portugal não iria apoiar financeiramente a edição de 2015 do rali de Portugal nem a prova de WTCC, a realizar-se no Porto, e justificou que tal decisão se devia a uma nova estratégia de promoção do país.

A decisão foi alvo de muitas críticas, especialmente por ter coincidido com o regresso da prova ao Norte do país, e motivou um acordo de parceria entre os municípios envolvidos, o organizador Automóvel Clube de Portugal (ACP), e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), que acabou atribuir um milhão de fundos comunitários para financiar a prova que, segundo a organização, teve um custo total superior a três milhões de euros.

Segundo o autarca da capital do Alto Minho o regresso do rali no norte do país, depois de dez anos fixado no Algarve, “foi suportado pelos 13 municípios por onde a prova passou, obrigando autarquias, Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal (ERTPNP),e CCDR-N a efetuar uma despesa de cerca de um milhão de euros para custear a prova”.

Àquele montante acresceram “despesas municipais para as questões logísticas, de segurança e de beneficiação de troços florestais”.

“Tudo porque, aquando da transferência do rali do Algarve para o norte do País, o anterior governo, através do Turismo de Portugal retirou, de forma unilateral, os apoios para a realização deste grande evento internacional, obrigando as autarquias do norte a comparticiparem este evento”, afirmou.

“No norte foi necessária a afetação de recursos regionais de fundos comunitários para realizar um evento de âmbito nacional”, frisou José Maria Costa.

Segundo um estudo da Universidade do Algarve, apresentado em novembro passado, a edição 2015 do rali de Portugal gerou um impacto económico recorde de 127,4 milhões de euros de retorno para uma despesa direta de 65 milhões de euros.

O estudo apresentou ainda nas conclusões uma “receita fiscal bruta de 24,3 milhões de euros” para o Estado português.

Com 13 municípios a suportar os encargos da organização, que ascendeu aos três milhões de euros, o retorno “oscila entre os 358 mil e os 5,54 milhões de euros”, estimando que “45 por cento da despesa direta teve origem não nacional”, gerando um “fluxo turístico de exportações no valor imediato de 30,3 milhões de euros”.

FOTO: REDBULL.PT

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