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Promotores bancários pagam caução de cinco mil euros e aguardam julgamento em liberdade

Rádio Alto Minho

07 Junho 2019, 16:49

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Os quatro promotores bancários detidos em Viana do Castelo por alegadamente terem burlado 80 clientes, pagaram, cada um, uma caução de cinco mil euros e vão aguardar, em liberdade, o início do julgamento.

Gonçalo Morais da Fonte, advogado de um dos arguidos, adiantou hoje que o juiz de instrução do tribunal de Viana do Castelo aplicou ainda aos “os promotores bancários a proibição de contacto entre si e de exercício da atividade bancária”.

Os quatro arguidos começaram a ser presentes a um juiz na quinta-feira à tarde. As medidas de coação foram conhecidas ao início da tarde de hoje.

Na quinta-feira, em conferência de imprensa, o coordenador da PJ de Braga, António Gomes, disse que os quatro promotores bancários, com idades entre os 37 e os 55 anos, poderão ter prejudicado cerca de 80 clientes, provocando um prejuízo de vários milhões de euros.

Segundo António Gomes, até ao momento já foram identificadas oito vítimas, ascendendo o prejuízo a mais de 1,6 milhões de euros.

Os quatro homens, entre eles o presidente da Junta de Freguesia de Ribeira e o presidente da Associação Empresarial de Ponte de Lima,  foram detidos na quarta-feira, no distrito de Viana do Castelo, por suspeitas de autoria de crimes de burla qualificada, associação criminosa, falsificação de documentos e abuso de confiança.

Em comunicado, a PJ adiantou que os quatro detidos desenvolveram durante anos, na zona do distrito de Viana do Castelo, “atividade de promoção bancária, a coberto da qual terão praticado os crimes”.

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