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Detidos por esfaquear jovem de Areosa acusados pelo Ministério Público de homicídio qualificado

Rádio Alto Minho

07 Junho 2019, 19:58

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Os dois homens detidos em dezembro de 2018 por esfaquear um jovem de 22 anos, em Areosa, estão acusados, pelo Ministério Público (MP), em coautoria material e na forma consumada, de um crime de homicídio qualificado. Os arguidos, de 29 e 33 anos, um em prisão preventiva e outro em domiciliária, arriscam uma pena de prisão que oscila entre os 12 e os 25 anos.

O jovem de 22 anos, pai de duas crianças, foi esfaqueado nas costas no dia 10 de dezembro de 2018, cerca das 18:09, na travessa do Pico, em Areosa. Ainda foi transportado ao hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, em estado grave, acabando por morrer menos de 40 minutos depois de ter dado entrada naquela unidade hospitalar.

Segundo o MP , no dia em que ocorreram os factos, 10 de dezembro de 2018,  os arguidos “tinham como desígnio agredir fisicamente” o ex-namorado da companheira de um deles, “munindo-se para o efeito com uma faca que, atenta a sua natureza e dimensões, era potencialmente perigosa e apta a tirar a vida e que foi usada para atingir fatalmente a vítima, pessoa que os arguidos nem sequer conheciam”.

Com esse propósito deslocam-se de carro, de Vila Nova de Cerveira, as Viana do Castelo.

O jovem que acabou por morrer após sofrer “um colapso e laceração pulmonar, perfuração de diafragma e fígado”, causados por faca de cozinha com 34 centímetros de comprimento e quatro centímetros de largura, encontrava-se na casa do homem visado pelos dois arguidos.

Para o MP, um dos arguidos, de 29 anos, “agiu com o propósito concretizado de tirar a vida ao jovem e de lesar o seu corpo e saúde, provocando-lhe uma lesão que foi causa direta e necessária da morte”.

“Estava perfeitamente ciente de que o meio utilizado e forma súbita como agiu, pelas costas, retirava qualquer hipótese de defesa à vítima”.

O jovem saiu em defesa do amigo que tinha ido visitar, entretanto agredido e o principal visitado do “corretivo” que os dois homens tinham planeado, “por aquele andar a incomodá-los, bem como às respetivas namoradas, enviando mensagens de cariz sexual”.

O segundo arguido, de 33 anos, “conformou-se e admitiu como possível o desfecho fatal que veio a suceder, sendo perfeitamente conhecedor” de que o amigo “transportava consigo, ocultada na meia da perna direita, uma faca de cozinha, com lâmina de 21 centímetros, com o cabo revestido a cordão de cabedal, por forma a facilitar o seu manejo e que esta poderia ser usada para matar, tendo inclusive anuído na sua escolha, a maior de um conjunto de cinco facas de cozinha”, que tinha na sua própria casa.

“Ambos os arguidos demonstraram, com as suas condutas, desprezo pelo bem supremo mais precioso- a vida humana, o que é revelador de um dolo direto pelo arguido de 29 anos e eventual para o arguido de 33 anos”, lê-se no despacho.

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