José da Silva Sousa morreu, na segunda-feira, aos 66 anos, vítima de doença prolongada.
Para a Câmara de Ponte de Lima, com a sua morte, “a 10 de junho, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, apagou-se também uma das vozes mais inconfundíveis e genuínas das cantigas ao desafio”.
Para o executivo municipal, liderado por Victor Mendes (CDS-PP), desapareceu “um dos intérpretes maiores dos cantares tradicionais”.
“Natural da freguesia de Bárrio, Ponte de Lima, foi durante décadas um dos rostos mais emblemáticos das nossas seculares festas e tradições. O que já não se apaga é o seu contributo ímpar na valorização e perpetuação deste modo de cantar e tocar, que se tornou tão singular e típico do território que o viu nascer, mas que ele procurou levar até bem longe, projetando Ponte de Lima, o Minho e Portugal junto das Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo”, sublinha a autarquia.
Na nota, o executivo adiantou “associar-se a todos os que lamentam a perda inestimável de um alto representante e embaixador do património cultural imaterial da região e manifesta à família enlutada as mais sentidas condolências”.