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Emoção e orgulho marcam regresso de Paulo Portas a estaleiros de Viana após subconcessão à WestSea

Rádio Alto Minho

23 Setembro 2015, 18:47

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O líder do CDS-PP manifestou-se hoje “emocionado” ao visitar os estaleiros navais da WestSea, e disse estar “orgulhoso” da solução encontrada pelo atual governo para “salvar postos de trabalho e uma capacidade industrial”.

“Faço esta visita aos estaleiros navais de Viana do Castelo com uma certa emoção porque estes estaleiros correram risco de vida são essenciais na capacidade de construção e reparação naval de Portugal que é um país oceânico. Estão vivos, estão com trabalho, e com trabalhadores”.

“Tenho orgulho nisso”, disse Paulo Portas aos jornalistas durante a visita aos estaleiros onde foi cumprimentando os trabalhadores que foi encontrando pelo caminho, acompanhado pelos candidatos da coligação pelo distrito de Viana do Castelo.

“A herança que este governo recebeu, em matéria de estaleiros navais, era um prejuízo diário de 110 mil euros. Um passivo superior a 250 milhões de euros, um plano de despedimentos já assinado pelo anterior governo, e um problema muito sério em Bruxelas visando auxílios de Estados, que era a suspeita que recaía sobre o Estado português e que nos podia ter custado caríssimo. Qual foi a nossa decisão: salvar os estaleiros, não os deixar fechar, salvar postos de trabalhar, e preservar a capacidade de construção e reparação naval num país que tem responsabilidades marítimas e oceânicas”, explicou.

 

 

O líder do CDS reconheceu que a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) foi “um caminho difícil, mas o possível para salvar a empresa pública, atualmente em processo de extinção.

Passado mais de um ano da subconcessão à empresa WestSea, do grupo português Martifer, Paulo Portas não podia estar mais satisfeito com o que viu os estaleiros.

“Vemos os estaleiros com 220 trabalhadores diretamente a laborar, entre eles 122 ex-funcionários dos ENVC, mais 283 trabalhadores indiretos (subempreiteiros), 45 navios reparados, e quatro em construção. Dois para o turismo no rio Douro, e dois Navios Patrulha Oceânicos (NP0) para a Marinha Portuguesa”, disse.

Paulo Portas adiantou que a WestSea tem “um volume de negócios, só para construção naval, que ascende a 100 milhões de euros, e uma faturação na ordem dos 13,5 milhões de euros”.

“O ministro Aguiar Branco estava certo quando defendeu a reestruturação dos ENVC para não os perder ou fechar, e que não estavam certos, aqueles que o criticaram”, rematou.

A WestSea, empresa criada pelo grupo Martifer, que em 2013 venceu o concurso de subconcessão daquele estaleiro lançado governo português, assumiu os terrenos e infraestruturas da empresa pública no dia 02 de maio de 2014.

Em maio último a Comissão Europeia anunciou que as ajudas atribuídas pelo Estado aos ENVC, “violam as regras de auxílios estatais da União Europeia”.

“As medidas distorceram a concorrência no mercado único, em violação das regras de auxílios de Estado da União Europeia (UE)”, lê-se no comunicado emitido por Bruxelas.

Os ENVC encontram-se em processo de extinção desde 10 de janeiro de 2014, data da assinatura, entre o Governo e o Martifer, do contrato de subconcessão dos estaleiros navais até 2031, por uma renda anual de 415 mil euros.

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