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PCP de Viana do Castelo defende alterações “urgentes à política florestal e agrícola”

Rádio Alto Minho

19 Julho 2022, 20:32

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PCP de Viana do Castelo defende alterações "urgentes à política florestal e agrícola" e a "definição da defesa da floresta portuguesa como prioridade da acção política", medidas que o PCP diz que "não se cansará de levantar a voz e de lutar pela sua implementação".

Em nota de imprensa, os comunistas começam por manifestar solidariedade com as vítimas dos incêndios no distrito de Viana do Castelo.

“Populações atingidas tendo sido mesmo necessário proceder à sua evacuação, milhares de hectares ardidos, explorações agrícolas destruídas, actividades pecuárias afectadas, dão expressão a mais este dramático acontecimento, num contexto em que o país já se encontrava em seca extrema e severa, as condições atmosféricas são adversas e os meios de combates aos incêndios são insuficientes”, frisam, reconhecendo e agradecendo a todos que lutam contras os incêndios florestais.

Para o PCP de Viana do Castelo é necessário “de imediato assegurar todos os procedimentos de emergência e de mobilizar apoios no sentido de auxiliar as vítimas, recuperar o ecossistema florestal e o potencial económico perdidos”.

Os comunistas consideram que os relatórios e leis “em abundância” criados nos últimos anos “não foram eficazes”.

“Não deram resposta aos problemas centrais da valorização do preço da madeira, à necessária e urgente criação de novas equipas de sapadores previstas na lei, da dinamização do ordenamento do território e da aposta em espécies autóctones, da elaboração do Cadastro Florestal, ou do equilíbrio na distribuição das ajudas públicas a favor das regiões onde a floresta tem mais presença”, apontam.

O PCP considera ainda que “a falta de meios e medidas” faz com que “prevaleçam os interesses dos grupos económicos no ordenamento florestal e do território em detrimento dos interesses colectivos em termos de protecção civil, de defesa da produção nacional e de desenvolvimento regional”.

“Entre as medidas que se impõem implementar num justo regime de financiamento das Associações Humanitárias de Bombeiros, brigadas de sapadores e restantes forças de segurança conta-se a criação de um modelo de bonificação permanente dos combustíveis utilizados no exercício da missão de prevenção e combate aos incêndios, vulgarmente designado gasóleo verde a ser utilizado nos veículos e máquinas destinadas às ações de limpeza e defesa da floresta contra incêndio”, considera o PCP.

Aliás, os comunistas criticam a política do Governo PS de “remeter para os pequenos proprietários a responsabilidade da prevenção de incêndios, numa atitude profundamente injusta do ponto de vista económico e social, e mesmo persecutória, não tem sido eficaz no impedimento da deflagração de novos incêndios na região, principalmente quando o próprio estado e autarquias são os menos cumpridores”.

“O problema central está nas opções políticas e nos meios que lhes são associados, sabemos bem quais foram as condições meteorológicas destes dias, mas também sabemos que o tempo tem as costas muito largas. Tivesse o Governo aceite as propostas que o PCP tem apresentado nos últimos e estaríamos noutras condições para enfrentar esta situação”, vaticinam.

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