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Cultura

Câmara e Paróquia visitam obras da Igreja de Santo António

Rádio Alto Minho

28 Setembro 2015, 12:08

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A Câmara Municipal de Viana do Castelo, a Paróquia de Santa Maria Maior e a Direção Regional de Cultura do Norte promoveram, no âmbito das Jornadas Europeias do Património, uma visita às obras de consolidação e reforço estrutural da Igreja de Santo António.

A intervenção, que permitiu afastar o “risco eminente” de ruína da igreja seiscentista de Santo António, em Viana do Castelo.

A Igreja de Santo António, um convento franciscano capucho datado do século XVII, foi alvo de um projeto de requalificação com caráter de emergência para consolidação estrutural do edifício, que consistiu em reforços estruturais das paredes, pilares e abóbodas das capelas laterais, e na intervenção da cobertura, onde foi efetuado o reforço da estrutura.

Foi alvo de uma intervenção na cobertura, mediante o reforço do existente através do recurso a uma estrutura em perfis metálicos, estabilizando e equilibrando assim o conjunto arquitetónica.

O revestimento cerâmico existente foi substituído por telhas novas com inclusão de uma subtelha, permitindo a impermeabilização da estruturas e a ventilação do espaço.

A empreitada, cuja primeira fase da obra está concluída, visou, assim, salvaguardar a informação arqueológica na área de incidência da obra de construção civil, a escavação arqueológica, para além dos inúmeros enterramentos postos a descoberto e que permitiu identificar uma pequena cripta até agora desconhecida.

A obra começou em maio do ano passado, e representou um investimento de mais de 210 mil euros financiado pelo ON.2 – O Novo Norte (Programa Operacional Regional do Norte).

O município assumiu a componente nacional daquela candidatura e “garantiu o apoio técnico da intervenção a realizada nas paredes e nos telhados”, tal como consta do protocolo estabelecido entre a autarquia e a paróquia de Santa Maria Maior.

Em risco de colapso há vários anos, a também conhecida como igreja do Convento de Santo António, foi construída em 1625, sendo considerada como um exemplar único da época, descrito pelos especialistas como possuindo “características arquitetónicas muito importantes”, apesar do seu avançado estado de degradação.

A intenção da Câmara é dar sequência à recuperação do imóvel, com uma nova fase, orçada em mais de meio milhão de euros, e ainda sem data para avançar.

O presidente da Câmara Municipal adiantou que o projeto, a elaborar em parceria com a paróquia de Santa Maria Maior, “será candidatado aos novos fundos comunitários, assim que abrirem os avisos”, sem apontar prazos.

“Trata-se da reabilitação do interior do templo, desde o altar-mor às peças de arte sacra. É uma intervenção que pode demorar anos e custar mais de meio milhão de euros. A intenção da Câmara é apoiar a paróquia na reabilitação de um imóvel de elevador valor patrimonial”, afirmou o autarca.

Por precaução, o templo está fechado há mais de cinco anos.

O pároco local explicou que um relatório do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) apontava em 2012 para o risco de “derrocada” ao nível da parede norte e dos telhados daquele templo.

“Esta igreja era propriedade da Câmara Municipal, mas foi-nos cedida há cerca de seis anos, já muito debilitada. O problema é que, sozinhos, não temos recursos financeiros para assumir esta reabilitação”, admitiu, na ocasião, o padre Armando Dias.

De acordo com o pároco o interior do templo é composto por “uma talha riquíssima, frescos do século XVII e duas catacumbas lindíssimas”.

 

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