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Crédito pessoal: é uma boa altura para pedir um empréstimo?

Rádio Alto Minho

30 Setembro 2022, 11:20

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Com a escalada das taxas de juro, os consumidores ganham novos receios relativamente aos pedidos de empréstimo. Neste artigo, explicamos-lhe no que consiste o crédito pessoal e como deve proceder para obter financiamento de forma segura, mesmo numa altura de maior incerteza económica.

Hoje em dia, existem várias alternativas de crédito: das mais especializadas (como o crédito habitação ou automóvel) às mais genéricas, que permitem aos consumidores obter financiamento para várias finalidades.

O crédito pessoal, ou crédito ao consumidor, é um contrato de empréstimo celebrado sem fins comerciais ou profissionais para financiar a aquisição de bens de consumo (como equipamentos para o lar, viagens ou serviços de educação e saúde). Este pode também ser contratado sem uma finalidade específica. O valor de um crédito pessoal pode ser entre 200 e 75.000€ e o montante, o prazo e a modalidade de reembolso são definidos no momento da contratação do empréstimo.

Embora tradicionalmente os empréstimos pessoais sejam concedidos com prazos curtos ou médios (habitualmente entre 1 a 7 anos), já existem no mercado opções com prazos bastante mais alargados, havendo até créditos pessoais a 240 meses.

Em Portugal, o montante de empréstimos pessoais concedidos a particulares tem mantido um crescimento estável, nos últimos anos, totalizando mais de 6 mil milhões, em 2021. Já durante este ano, e face à conjuntura de escalada da inflação e do aumento do custo de vida, os créditos pessoais tendem a aumentar em número, mas a reduzir em montante emprestado.

No último trimestre, o Banco de Portugal registou um aumento de 3,2% em número de novos empréstimos e uma redução de 2,1% no montante, face ao trimestre anterior. Isto significa que os portugueses estão a pedir mais empréstimos em valores mais reduzidos.

Cuidados a ter antes de pedir um crédito pessoal

Quando as taxas de juro começam a subir, as famílias que contraíram créditos voltam a sentir alguma pressão no orçamento familiar. As ideias pré-concebidas sobre o crédito pessoal podem induzir os consumidores em erro e afastá-los desta forma de financiamento.

O crédito pessoal, quando contratado junto de uma entidade financeira reconhecida pelo Banco de Portugal, é um produto financeiro seguro e eficaz para obter financiamento para projetos para os quais não tem liquidez momentânea, tais como:

  • Fazer obras de remodelação e reparação em casa
  • Investir na educação e formação profissional
  • Comprar um computador ou outro tipo de equipamento de trabalho.

Antes de pedir um crédito pessoal, aconselha-se que:

Faça uma simulação

Existem vários simuladores online que lhe permitem conhecer imediatamente as condições de pagamento para o crédito pessoal. Basta escolher o montante, o prazo desejado de pagamento e ficará a saber quanto será a prestação mensal para o valor que pretende.

Calcule a taxa de esforço

Saber a taxa de esforço é essencial para aferir a sua capacidade de cumprir as responsabilidades financeiras. Quanto mais baixa for a taxa de esforço, menor é a probabilidade de não conseguir pagar as prestações do crédito, no futuro. A taxa de esforço, idealmente, não deve ultrapassar os 33% e é calculada da seguinte forma:

(Encargos financeiros mensais / Rendimento mensal líquido) x 100

Leia atentamente todas as condições do contrato

Para além das taxas de juro, ao contratar um crédito pessoal, tem de contar com o pagamento de comissões e custos de gestão do processo. Leia atentamente a FIN (Ficha de Informação Normalizada) e procure as seguintes informações:

TAN (Taxa Anual Nominal): A TAN representa o valor de juro que será aplicado, anualmente, ao montante total do crédito, em percentagem.

TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global): A TAEG corresponde ao custo total do empréstimo, por ano, em percentagem. Engloba custos de abertura de processo, comissões iniciais e comissões mensais.

É uma boa altura para contratar um crédito?

O contexto em que nos encontramos não significa que não é aconselhável procurar formas de financiamento. É, no entanto, altura de agir de forma prudente em relação ao endividamento. Por isso,  garanta que recorre ao crédito pessoal de forma responsável, para suprimir necessidades inadiáveis (como fazer obras de reparação em casa ou comprar um novo eletrodoméstico).

Antes de contratar um crédito, compare as diferentes opções para decidir qual a mais adequada. Calcule a sua taxa de esforço e procure conseguir um bom equilíbrio entre prazo de pagamento e prestação mensal. Desta forma, conseguirá pagar o crédito mais rapidamente, mas sem comprometer a sua liquidez mensal.

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