PAN está em Ponte de Lima e afirmou que Governo está em negação sobre impacto da conjuntura internacional no país
15 Outubro 2022, 15:44
A líder do PAN disse hoje que o Governo está “quase em negacionismo” quanto ao impacto da conjuntura internacional na economia nacional e realçou que “não basta pedir força e resiliência aos portugueses”.
“Há aqui quase com um negacionismo da Governo, face aquela que vai ser uma conjuntura global que inevitavelmente nos vai afetar”, afirmou Inês de Sousa Real reagindo, às declarações do ministro das Finanças em Washington.
Fernando Medina defendeu na sexta-feira, em Washington, que Portugal tem de se agarrar à sua “resiliência e força” para reduzir os impactos na economia, apesar do ambiente geral de preocupação sentido nas reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Nos encontros que manteve na capital norte-americana, o governante aproveitou para sublinhar que Portugal, apesar de não estar “de forma alguma imune a estas situações”, possuiu um “conjunto de resiliência, de forças, de diferenças” que vai tentar mobilizar para 2023.
Para Inês de Sousa Real, “não basta estar a pedir mais uma vez resiliência aos portugueses, quando também se pediu durante a pandemia [de covid-19]”, considerando que essa estratégia “empurra os portugueses para o endividamento, seja através das moratórias, como aconteceu na pandemia, seja através do setor social, que teve um papel importantíssimo na pandemia que continua a ter”.
“Ainda ontem [sexta-feira] estivemos no lançamento do Pirilampo Mágico com as associações que apoiam as pessoas com deficiência intelectual e, ouvimos essa mesma reivindicação. Estar a sujeitar o setor terciário apenas às linhas de financiamento sem apoios diretos é, de facto perverso”, sustentou.
A líder do PAN, em Ponte de Lima, onde hoje assinalou a criação de mais uma comissão política distrital do partido, defendeu “um apoio direto às Pequenas e Médias Empresas (PME) e às famílias”.





















