Sustentabilidade está na agenda da população ou é moda? Na prática ainda há um caminho a percorrer
22 Outubro 2022, 14:28
As questões da sustentabilidade estiverem em cima da mesa no IPVC pela mão da Corporate Talks.
“Alcançar a vantagem competitiva de maneira sustentável exige planeamento e ética por parte dos gestores, a sustentabilidade empresarial está fundamentada em desenvolvimento social, ambiental e desenvolvimento económico”, deu conta Camilo Lourenço.
Na sessão de abertura Carlos Rodrigues, do IPVC, deu nota no seu discurso que “a sustentabilidade é cada vez um tema na linguagem pelas pessoas”.
“A sustentabilidade já não se resume ao apecto financeiro. É mais abrangente, como responsabilidade social e outros”, disse
Já Helena Painhas, presidente da SEDES, deu nota que a iniciativa da Corporate Talks “acaba por trazer de uma forma descomplicada literacia financeira e que nos ajuda a resolver problemas de ordem pessoal e empresarial”.
Por sua vez Rita Brito, da Fidelidade, destacou que “num mundo que não é sustentável é impossível segurar pessoas ou empresas”.
“Um planeta quatro graus mais quente não é possível prever catástrofes, logo aí temos interesse me contribuir para sustentabilidade. As seguradores têm muitas ativos investidos e queremos os sustentar em investimentos verdes, pois é uma responsabilidade que temos”, apontou.
Fernando Amaral, da Sendys Group, destacou que os clientes “obrigam-nos a ser sustentáveis”.
“É um tema que as pessoas estão mais esclarecidas. Isso é uma exigência grande pois a sustentabilidade preocupa as pessoas”, alertou, dando conta que “sustentabilidade nas empresas é social, ambiente e económico financeira”.
Susana Barros, do Novo Banco, deu nota que o objetivo “é ajudar as empresas na transição energética”.
“Temos lançado produtos nesse sentido. As empresas mais competitivas no futuro vão ser aquelas com comportamentos mais alinhadas com a sustentabildiade”, frisou.
José Pedro Farinha da VISEEN concluiu o painel lançando uma questão: “será que as pessoas compram mais caro porque a empresa é sutentavel?”.
“Temos que levar a sustentabilidade a sério e que seja compreensível para investidores.O relato não financeiro devia ser feito, mas muita gente não o faz. Que opções fazemos? Será que vamos ao mecânico que fatura tudo e é amigo do ambiente ou vamos ao vizinho mudar o óleo e que manda aquilo para o esgoto?”, questionou.



























