Chega denuncia que o excedente de comida das cantinas das escolas de Viana vai para o lixo. ´Mentira`diz a edilidade comida das cantinas desperdiçada
30 Outubro 2022, 13:55
"O desperdício de comida nas cantinas dos agrupamentos escolares, em Viana do Castelo, é uma realidade", afirma o partido Chega de Viana do Castelo em nota de imprensa.
Aliás, o Chega diz mesmo que são raras as vezes que a comida excedente não vai parar ao lixo.
“Salvo, rara excepção, a comida que sobra diariamente das refeições está a ser colocada no lixo. A Câmara Municipal e os Agrupamentos Escolares são os grandes responsáveis por esta vergonha”, afirmam em nota da distrital do Chega.
O partido de André Ventura relembra ao edil que “já em 2016, o Projeto de Resolução 576/XIII/2, recomendava ao Governo, no âmbito da Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, que promovesse a divulgação e replicação do modelo de comissariado e Plano Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar de Lisboa, com o objetivo de fomentar a criação de uma Rede Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar”.
“Não obstante as Recomendações e Lei em vigor, a tutela autárquica e os agrupamentos escolares parecem viver num feudo próprio, em que a sua acção é de perfeito desrespeito pela lei, situação conjuntural actual, e pelo desperdício de recursos financeiros públicos que tanto custam aos contribuintes nacionais. Uma verdadeira vergonha”, afirma o Chega.
Câmara de Viana fala em mentira
Câmara Municipal de Viana do Castelo refuta as acusações do Chega e fala em mentira.
“Esta Câmara cumpre o preceituado na lei relativamente ao funcionamento dos refeitórios escolares e ao combate ao desperdício alimentar. Neste sentido, foi enviada circular aos Agrupamento de escolas do concelho, a 6 de outubro 2022.
A autarquia de Viana do Castelo refuta a nota do Chega que “a coberto de desígnios insondáveis e incompatíveis com o bem comum e a boa gestão dos recursos públicos, promove uma política baseada na mentira, na suspeição permanente, na insinuação e na calúnia”.
A circular a que a autarquia socialista se refere, numa parte lê-se que “o Anexo ao Despacho n.º 10919/2017, de 13 de dezembro, relativo ao Plano Integrado de Controlo da Qualidade e Quantidade das Refeições Servidas nos Estabelecimentos de Educação e Ensino Públicos, as sobras (alimentos que foram confecionados em excesso e que não chegaram a ser servidos ) são, obrigatoriamente, destruídas, exceto se a escola as solicitar, para doar a instituições locais, com as quais sejam estabelecidas parcerias para o efeito, no âmbito das medidas pedagógicas de combate ao desperdício alimentar”, diz a circular a da autarquia, dando nota ainda que “paralelamente, foi promovida reunião com as cozinheiras para transmissão de informações e sensibilização neste domínio”.





















