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Liliana Silva do PSD de Caminha pede demissão de Rui Lages

Rádio Alto Minho

17 Novembro 2022, 12:15

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O PSD de Caminha pediu hoje a demissão do presidente da Câmara, Rui Lages.

Em contacto desta Rádio Alto Minho, Liliana Silva, vereadora do PSD, alega falta de “credibilidade política” para continuar como presidente da Câmara.

“Foi conivente com a decisão de Miguel Alves em 2020, quando entregou a obra do Centro de Exposições Transfronteiriço sem qualquer tipo de garantias, abusando do poder que exercia e dos dinheiros públicos”, destaca a vereadora social democrata.

“Se não tivesse aprovado este contrato há dois anos, e se depois de ter sido assunto nacional, tivesse tido a destreza de agir de imediato na revogação deste contrato como nós dissemos, o concelho de Caminha não tinha sido alvo de gozo pela má gestão socialista durante tanto tempo. Este município não pode andar ao sabor da vontade de um partido e da limpeza da imagem de autarcas que só têm medo de perder votos”, destaca.

Aliás, hoje há Assembleia Municipal Extraordinária, às 21 horas no Teatro Valadares em Caminha, e coligação de direita frisa que “vai continuar a escrutinar este assunto até à exaustão”.

“Estamos a falar de um assunto muito sério! Esta situação só prova que o ex-autarca Miguel Alves e o seu vice presidente Rui Lages fizeram uma má gestão dos recursos financeiros do concelho. Este contrato é uma vergonha sem fim para todos nós, não só enquanto autarcas, mas enquanto caminhenses. Jorge Nande e a equipa que lidera na Assembleia Municipal nunca esqueceram este assunto e sempre se pautaram pelo rigor. O nosso voto na reunião de Câmara já tinha sido contra este projeto pelas dúvidas que levantava todo o processo. Finalmente deram-nos razão! O concelho de Caminha ganhou contra os propósitos e agendas ocultas daqueles que insistiam na vergonha que é este contrato do CET”, assegura Liliana Silva.

O PSD de Caminha destaca que “o atual presidente Rui Lages, também presidente da concelhia socialista, em 14 dias reverteu tudo o que defende há dois anos sobre o projeto do CET e anuiu (fazendo aliás sua) a proposta da Coligação O Concelho em Primeiro para resolver o contrato”.

“Fez isto cirurgicamente no dia de hoje porque faltou-lhe a coragem política para enfrentar na Assembleia Municipal a decisão que tomou e defendeu. Talvez pense até, que pela decisão tomada 24 horas antes da Assembleia extraordinária, o assunto se esgotou, que ficou resolvido e que na Assembleia Municipal não haverá questões para o próprio responder”, frisa a vereadora Liliana Silva.

Na quarta-feira, a Câmara de Caminha aprovou, por unanimidade, a resolução do contrato para construção do CET que o ex-secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro Miguel Alves celebrou enquanto presidente da autarquia, alegando incumprimento do promotor.

O ex-secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Miguel Alves, está a ser investigado pelo Ministério Público (MP) por ter celebrado aquele contrato quando era presidente da Câmara de Caminha.

 

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