IPVC: Produtores de alvarinho preocupados com flavescência dourada
28 Dezembro 2022, 9:33
Os produtores do vinho Alvarinho manifestaram "preocupação" com a incidência de flavescência dourada, problema que tem vindo a aumentar na região de Monção e Melgaço e com efeitos nefastos na produção e na manutenção dos vinhedos.
Esta foi uma das manifestação apresentadas das jornadas que debateram no IPVC a importância da fitossanidade na vinha.
Durante as jornadas de trabalho sobressaíram ideias fundamentais para os produtores, destacando-se o reforço dos testes de eficácia das substâncias ativas disponíveis para a produção biológica.
“Nomeadamente no controlo de míldio e oídio em produção biológica de vinha de casta Alvarinho, aposta na produção biológica, apesar dos desafios que isso poderá implicar, sem descorar o controlo da doença fúngica em videiras”, afirmam.
Para os conferencionistas, o sistema previsional, no caso da doença fúngica, tem em consideração dados meteorológicos e a fenologia da planta.

“Este sistema auxilia não só na tomada de decisão baseada na informação em tempo real como também permite avaliar a eficácia de tratamentos realizados”, destacavam os oradores, com um dos conselhos a não esquecer pelos produtores.
Conhecer a sintomatologia dos vírus da videira para o controlo de pragas foi outra das ideias veiculadas, com os responsáveis a defenderem a importância das boas práticas culturais na instalação e manutenção do vinhedo e na prevenção de incidência de vírus.
A rematar, o tema da incidência de flavescência dourada, problema que tem vindo a aumentar na região, com efeitos nefastos na produção e na manutenção dos vinhedos.
A adoção de medidas profiláticas de controlo e prevenção da incidência da doença foi a ideia final a reter.
A par da troca de experiências e da partilha de formas de atuação no que toca à produção vitivinícola, na sessão ficou clara a importância do NUTRIR para o território e a relevância da proximidade entre o conhecimento científico, produzido nomeadamente no Politécnico de Viana do Castelo, e a produção primária, tão caraterística no Alto Minho.





















