ALTO MINHO: Aumentos de mais de 200% no custo de viagens e PCP acusa de incompetência Câmaras e CIM do distrito de Viana
28 Dezembro 2022, 13:48
O PCP tornou público ao início desta tarde uma acusação face ao aumento "brutal" dos preços expresso da AV Minho para o Porto.
Os utentes foram surpreendidos com a notícia de que deixariam de poder adquirir passe mensal a partir de 1 de janeiro de 2023 e quem quiser fazer a viagem deve tirar o bilhete.
Esta decisão vai trazer, segundo o PCP, um aumento brutal dos custos para os utentes com aumentos superiores a 200%.
O presidente da Câmara de Viana do Castelo e a vereadora com o pelouro dos transportes, e depois de abordagem da vereadora na oposição da CDU, disseram que desconheciam a situação.
“Mas, segundo informações prestadas pela empresa AV Minho, esta decisão decorre dos processos de concessão em curso, cuja responsabilidade é das Câmaras e das CIM (Comunidades Inter Municipais) do Cávado e do Alto Minho”, refere o PCP de Viana do Castelo, classificando mesmo de incompetência autarquias e CIM.
Para os comunistas é claro que “esta situação confirma, uma vez mais, que as Câmaras se desdobram em propaganda e declarações bonitas sobre a descarbonização, a defesa do ambiente e a promoção do transporte público, mas depois nada fazem para promover efectivamente o uso do transporte público, abandonam os utentes e não se preocupam com a mobilidade das populações”.
“O PCP reclama que as Câmaras Municipais, a CIM do Alto Minho e a CIM do Cávado resolvam imediatamente esta situação para garantir os passes para o serviço expresso”, frisam.
O PCP defende que as Câmaras, CIM e Área Metropolitana do Porto “devem encontrar soluções que promovam a mobilidade e redução de custos”, com a criação “de um passe regional de 40 euros” que permita a deslocação entre os concelhos do Alto Minho e o Porto.
“Harantindo a possibilidade de utilização de qualquer meio de transporte (autocarro, metro e comboio)”, destacam.
!”O PCP defende ainda a necessidade de um investimento sério nos transportes públicos, com vista ao reforço da oferta e redução dos preços, assegurando no Alto Minho reduções equivalentes às que existem nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa”, vaticinam os comunistas.





















