ALTO MINHO: Autarcas ponderam pedir ajuda ao Governo devido aos estragos do mau tempo
01 Janeiro 2023, 19:48
A rede viária, assim como infraestruturas de vários municípios do Alto Minho foram severamente afetadas face ao mau tempo que atingiu, hoje, toda esta região do distrito de Viana do Castelo.
Num balanço feito cerca das 15 horas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse ter registado desde a meia-noite de hoje 479 ocorrências em todo o país, com destaque para o distrito de Viana do Castelo, o mais afetado pelo mau tempo.
O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, referiu que os prejuízos “são avultados”, razão pela qual pondera contactar o Ministério da Administração Interna (MAI) de forma a solicitar apoio.
Em Cerveira caíram taludes , nomeadamente nas EN 13 e 301, mas também há casas e garagens inundadas, bem como uma inundação no Lar da Santa Casa de Misericórdia foram outras das ocorrências reportadas pelo autarca.

O presidente da Câmara de Valença, onde hoje ruiu parte da muralha de uma fortaleza, monumento nacional, e avançou que pretende já esta segunda-feira pedir ajuda à Direção-Geral de Cultura do Norte.
José Manuel Carpinteira disse estimar que a autarquia venha a necessitar de apoios para a reconstrução da fortaleza que está classificada desde 1928.
“Até está em preparação uma candidatura a Património da Humanidade”, acrescentou o autarca.
Em Caminha, o presidente da Câmara de Caminha, Rui Lages, também avançou que pondera contactar “muito em breve” a ministra da Coesão Territorial para “dar conta dos danos” registados com o mau tempo que ainda se faz sentir no concelho e no distrito, mas que teve o seu pico às 07h00.

“Foram reportadas diversas ocorrências na via pública e em espaços particulares. Os recursos humanos são sempre curtos. Temos grande parte do concelho submerso com estradas a aluir e a população está assustada”, disse o autarca.
Rui Lages estima que sejam precisas “pelo menos duas semanas” para avaliar e reparar os danos e alertou para o facto de os solos estarem muito saturados devido às chuvas intensas das últimas semanas.
“Os terrenos não suportaram mais absorção. Tínhamos tudo limpo, mas nada faria imaginar esta situação”, completou.
E basta andar cerca de 50 quilómetros para encontrar novo relato de danos junto do presidente da Câmara de Ponte de Lima, Vasco Ferraz, que, além de estradas cortadas e inundações em caves, destacou o levantamento do piso da Avenida dos Plátanos e acompanhou os colegas autarcas da região no apelo ao Governo central.
“Tem de haver um princípio de igualdade para todo o território nacional. Não podemos considerar apenas os prejuízos em grandes cidades ou com grandes ocorrências. Iremos reportar isto tudo, seja um piso ou outra coisa qualquer, ao MAI como não poderia deixar de ser”, disse.





















