António Costa relança tema da descentralização em Caminha
18 Julho 2016, 9:19
A inauguração da nova Biblioteca Municipal de Caminha, uma obra que custou um milhão de euros e implicou a recuperação de um edifício no centro histórico daquela localidade, inspirou, sábado, o Primeiro-Ministro para relançar o tema da descentralização. A cerimónia realizou-se de manhã, debaixo de calor intenso, mas António Costa considerou o ato inaugural do equipamento uma forma “inspiradora” de começar o dia e que “ilustra bem quatro mensagens fundamentais que o país precisa de ouvir”. Conhecimento, reabilitação do património nos centros históricos das localidades, investimento local e descentralização, foram os itens indicados no seu discurso como fatores principais de desenvolvimento do território.
“O conhecimento é a base do nosso desenvolvimento e do nosso futuro”, disse o Chefe do Governo, referindo, por outro lado, que “apostar na reabilitação, recuperar o património que já temos, voltar a dar novos usos aos equipamentos e às construções, e investir em equipamentos públicos nos centros históricos das vilas e das cidades, é de maior importância, porque induz à reabilitação do demais edificado”. Uma terceira mensagem: “A pedra angular da reforma do Estado é a descentralização. Dar às freguesias e aos municípios mais competências e mais meios para poderem desenvolver os seus territórios, porque quem está próximo, está em melhores condições do que quem está longe para perceber quais são as prioridades certas para fazer o investimento certo”. “É a proximidade do investimento municipal que permite que não sejam beneficiadas apenas as grandes empresas de construção, mas que possa ser uma forma de dar trabalho, crescer, criar emprego nas pequenas e médias empresas que existem nas regiões”, avançou, referindo: “É por isso da maior importância que continuemos a dar passos sustentados no sentido da descentralização. Não me esqueço do muito que aprendi nos oito anos em que fui presidente de Câmara”. Finalmente: “Temos de acelerar a capacidade do investimento público. Temos de aproveitar as verbas do Portugal 2020”.





















