Sérgio Godinho apresenta dois livros em Caminha
04 Outubro 2023, 10:09
Sérgio Godinho dispensa apresentações. Cantor, compositor, escritor, ator (de teatro e cinema), Sérgio Godinho é, para citar uma das suas canções clássicas, o verdadeiro “homem dos sete instrumentos” contando com uma carreira artística de invejável longevidade que se prolonga há cerca de 50 anos de modo intocável.
Quanto aos livros que serão apresentados na Biblioteca, “75 Canções – partituras, letras e cifras” é um livro que reúne canções (partituras, letras e cifras). É a celebração de uma carreira cheia de boas músicas para tocar ou apenas cantar. “É um livro dinâmico, como a música deve ser”, a expansão de um projeto que começou por abarcar 55 canções, depois 60, e agora 75. Com transcrições musicais de João Cabrita, este volume celebra a carreira de mais de cinco décadas de um dos maiores cantautores portugueses. Disseca não só poemas e músicas concebidos e interpretados a solo, mas também uma mão-cheia resultante de cumplicidades e partilhas com artistas de múltiplas gerações e vários estilos musicais. É um livro de grande formato, composto por várias fotografias de Sérgio Godinho, a preto e branco, retratando-o em várias épocas e quase sempre em palco.
Entre as 75 canções escolhidas estão músicas sobejamente conhecidas do seu repertório, como “A noite passada”, “O primeiro dia”, “Liberdade” e “Com um brilhozinho nos olhos”, mas é possível ainda aprender a tocar, entre outras, “2.º andar, direito”(1978), “Campolide” (1979), “Definição do amor” (1986) e “Dias úteis” (1997). É de referir ainda que primeira e a última canções deste livro, vertidas para partitura e cifra, com a respetiva letra, são “O acesso bloqueado” e “A vida sobresselente”, ambas do álbum “Mútuo Consentimento”, de 2011.
“Palavras São Imagens São Palavras” é um pequeno livro de poemas ilustrados, ou de imagens vertidas em poemas, de um dos grandes letristas portugueses vivos.
Na sinopse desta obra lê-se: “todos conhecemos letras de algumas canções de Sérgio Godinho, que em cada uma das suas composições conta uma pequena história, apanha e amplifica um momento do quotidiano ou da intimidade, ou capta com ironia (e também lirismo e sabedoria) uma porção do espírito do tempo, individual ou coletivo. As letras ou os poemas não darão origem a canções, mas a imagens – as que Sérgio Godinho procurou ativamente, ou que foi registando espontânea e aleatoriamente e que vieram a encontrar a «sua» letra. O diálogo que assim se estabelece entre poemas e fotografias atravessa os temas da viagem, do amor, da memória, da arte, produzindo instantâneos de pessoas, lugares, animais, e de acontecimentos diários ou únicos e irrepetíveis”.





















