Novembro. Urgência da USL Alto Minho sem medicina e cirurgia ao fim de semana
27 Outubro 2023, 17:00
O serviço de urgência de Medicina Interna da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) esteve encerrado durante manhã desta sexta-feira. A informação foi avançada à Rádio Alto Minho pela médica internista e também porta-voz do movimento Médicos em Luta, Helena Terleira.
“Hoje a equipa de urgência seria constituída por mim, por uma interna equiparada do quinto ano, mais uma interna não equiparada. Acontece que a colega ficou doente e, portanto, fiquei sozinha. Nenhum doente fez triagem para a medicina interna”, desabafou.
No próximo mês, o serviço de urgência de Cirurgia Geral e Medicina Interna vai estar encerrado ao fim de semana.
“A cirurgia encerra sexta-feira às 08:00 da manhã e reabre às 8:00 da manhã de segunda-feira. Já a medicina fecha sexta-feira às 20:00 e reabre às 08:00 da manhã de segunda. Esta é a escala apresentada ao conselho administração”, adiantou Helena Terleira.

Helena Terleira alerta ainda para a situação que se vive na Obstetrícia que, refere, “mantém-se aberta abaixo dos mínimos”, estando a cancelar ecografias e consultas a grávidas.

A médica internista falava à Rádio Alto Minho à margem de um encontro com a deputada do Bloco de Esquerda, Isabel Pires, à porta do Hospital de Santa Luzia.
A deputada bloquista avisa que a situação nos hospitais ” é muito grave, insustentável e pode piorar substancialmente nas próximas semanas”, atribuindo ao Governo a responsabilidade pela situação a que se chegou.
Esta sexta-feira, o ministro da Saúde reafirmou a disponibilidade para chegar a um entendimento com os sindicatos dos médicos, mas avisou que nenhum acordo pode pôr em causa a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“A existir, e estamos muito empenhados em que exista, tem de ser um acordo equilibrado, que seja bom para os portugueses, para que vejam aumentado o seu acesso à saúde, bom para o SNS, permitindo reorganizar o seu funcionamento, e que compense os profissionais”, disse Manuel Pizarro.
O ministro da Saúde falava aos jornalistas no final de uma reunião com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que apresentaram hoje à tutela uma contraproposta negocial na qual exigem a reposição do horário semanal de 35 horas para todos os médicos que assim o desejem e das 12 horas semanais de trabalho no Serviço de Urgência, bem como um aumento salarial transversal de 30%.





















