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Linha do Minho está mais rápida… 11 minutos

Rádio Alto Minho

02 Dezembro 2023, 11:05

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A intervenção de mais de 80 milhões de euros da Infraestruturas de Portugal (IP) na Linha do Minho entre janeiro de 20217 e maio deste ano, deu uma melhoria da ligação Porto-Valença em 11 minutos. As contas foram feitas pelo Dinheiro Vivo, que descreve a frustração e falha nas expectativas a toda a linha. 

Uma viagem de ida e volta entre Porto e Valença demorava duas horas em 2015. Agora, a viagem leva 1h49 minutos.

Nos apeadeiros de Afife, Âncora-Praia e Moledo do Minho, a locomotiva e as três carruagens que a acompanham não cabem nos 80 metros de comprimento das plataformas.

Em Barroselas, por conta da diferença de alturas da plataforma e do comboio, é necessário um escadote para subir ou descer a bordo. Em Vila Nova de Cerveira, o Intercidades fica com várias composições de fora da estação.

Trocar comboios a diesel por elétricos, introduzir sinalização eletrónica e uniformizar as plataformas das estações foram os principais objetivos do investimento de 83,2 milhões de euros da Infraestruturas de Portugal (IP), com dois terços de comparticipação de fundos europeus. Mais de seis anos depois, no entanto, os resultados deixam a desejar para passageiros e empresas de transporte de mercadorias, que seriam as maiores beneficiadas por esta empreitada.

Mais do que servir passageiros, as obras na Linha do Minho serviram, sobretudo, para mais do que triplicar a capacidade do serviço de mercadorias, de 15 comboios de 300 metros de comprimento para 20 serviços de 750 metros. No entanto, a realidade está longe da projeção: “Não foi possível ainda nem aumentar o comprimento dos comboios nem o número de circulações diárias”, lamenta o diretor executivo da Associação Portuguesa de Empresas Ferroviárias (APEF), que representa a Medway e a Captrain/Takargo.

Miguel Rebelo de Sousa exemplifica: a estação de Valença “não permite receber e expedir comboios de 750 metros”, pelo que as trocas de comboios internacionais “continuam limitadas a comboios de 300 metros”. Para mudar o cenário, será necessário usar locomotivas bi-tensão entre Portugal e Espanha, “recurso escasso à data”. Em alternativa, a estação da Carvalha “tem apenas duas linhas de resguardo”, o que “será menos funcional para suporte a um aumento expressivo de comboios”.

A melhoria do serviço também depende do aumento da capacidade de carga, de 6,4 para 8 toneladas por metro, da ponte Eiffel, em Viana do Castelo. Na centenária travessia, a velocidade máxima é de 20 km/h, permitindo acenar aos pescadores de lampreia. O aumento dos comboios de carga também depende da eliminação da restrição de 520 metros entre as estações de Campanhã e de Nine, defende Miguel Rebelo de Sousa.

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