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Fim dos presépios indigna o padre Ricardo Esteves: “Como é que pode ofender alguém?”

Duarte Lago

24 Dezembro 2023, 21:00

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Ricardo Esteves, pároco de Divino Salvador de Gandra, Santa Marinha de Taião, São Félix de Sanfins, São Tiago de Boivão e São Cristóvão de Gondomil, Arciprestado de Valença, está indignado com as críticas que têm sido feitas aos presépios e não compreende como é que esse objeto simbólico pode ofender algumas culturas.

Agora dizem que nas escolas e outros locais públicos o presépio não pode ou não deve ser feito, porque ofende outras culturas. Como é que um menino nascido numa manjedoura pode ofender alguém?“, questionou numa publicação que lançou, esta semana, na rede social Instagram.

Como é que uma família como a família de Nazaré, que foge para salvar e proteger um menino, pode ferir alguém?“, insistiu.

Com tantas guerras que vemos pelo mundo, onde crianças são vítimas inocentes dos nossos erros, será que o nosso coração não sente quando vemos crianças e famílias desesperadas a lutar pela vida, vítimas inocentes de uma guerra que nem sequer é a deles!? Como é que a cultura de alguém pode ofender alguém? Acreditando ou não em Deus, o símbolo do presépio resume os valores que forjaram e fundaram a nossa sociedade“, afirmou.

Acredito no respeito porque o símbolo do presépio me ensinou; acredito no estado laico porque o símbolo do presépio me ensinou; acredito que a vida é sagrada porque o menino que vai nascer me ensinou; acredito na solidariedade e caridade porque o símbolo do presépio me ensinou. O que nós somos está neste símbolo do presépio. Gostava que todas as crianças soubessem que o Natal não é apenas presentes e comer tudo o que temos. Todas as crianças e adultos deviam saber que no Natal celebramos esses valores do amor e, todos os pais deviam transmitir isso aos filhos“, declarou, antes de fazer uma recomendação.

Este ano coloquem o Menino Jesus no centro da mesa de jantar durante a ceia de Natal. É ele a causa, a razão pela qual estamos todos nessa noite à mesa. Ele é o anfitrião!“, recordou.

O padre Ricardo Esteves sublinhou ainda que “Natal não é uma festa da família“, mas sim de “celebrar o presépio” e “o Menino Deus que nasce“.

O Natal não é todos os dias como dizem, não! O Natal é de 24 de Dezembro para 25. Natal significa nascimento e pode sim ser todos os dias, quando nós todos os dias deixamos morrer em nós tudo o que nos destrói, para deixar nascer tudo o que nos constrói: os valores evangélicos e humanos. Agora, o verdadeiro Natal que está aí à porta, é celebrar em família o nascimento do Menino Jesus: só isso!“, concluiu.

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