ALTO MINHO: Agricultores classificam de irrelevante chuva dos últimos dias
18 Setembro 2022, 16:22
O presidente da Associação Regional de Agricultores do Alto Minho (ARAAM) disse hoje que a precipitação dos últimos dias “não é relevante e não resolveu o problema da seca severa, podendo até “causar problemas ao setor vitícola”.
“Para já [a precipitação] não é relevante. Não altera significativamente a situação de seca severa e pode trazer alguns problemas na viticultura que, esperemos que não aconteçam”, afirmou Cerqueira Rodrigues.
O presidente da associação, que representa os agricultores do distrito de Viana do Castelo, alertou para os cuidados que é preciso ter com as doenças que a precipitação registada pode causar nas vinhas.
“Estamos numa altura de início de vindimas e a chuva que caiu pode trazer alguns problemas como o míldio [doença que ataca todos os órgãos verdes da videira, desde as folhas, gavinhas, ramos e cachos]. Poderá obrigar a tratamentos adicionais com a utilização de fitofármacos na viticultura”, afirmou.
O responsável disse esperar “que a água venha na altura certa” porque “a humidade da chuva que caiu nos últimos dias e o calor previsto para os próximos dias podem gerar fungos, como o míldio”.
“Os agricultores têm de estar atentos a isso”, sensibilizou.
Além da viticultura, Cerqueira Rodrigues adiantou que no distrito de Viana do Castelo a precipitação “resolveu pouco porque a água não chegou aos lençóis freáticos”.
“É melhor do que nada, mas não é suficiente para repor os níveis freáticos que se exigiam para assegurar a disponibilidade de água, quer para as culturas de verão quer para as culturas de inverno”, especificou.
As preocupações que os agricultores fazem chegar à associação prendem-se sobretudo com os custos acrescidos com o abastecimento de água para as explorações agrícolas e a alimentação do gado.
“A situação de escassez de água obriga à utilização de água dos poços, a consumir energia e há ainda preocupações com as algumas culturas que geram pastagens para os animais. Há falta de pastagens. É óbvio que as pastagens melhoraram um bocadinho, mas não é muito relevante”, assegurou.
Segundo Cerqueira Rodrigues, “os custos de produção no setor pecuário sofreram aumentos elevados face à necessidade de os produtores terem de comprar rações para garantir a alimentação adequada ao gado”.





















