Assoreamento e falta de gestão integrada ameaçam o Rio Minho
22 Julho 2025, 16:38
Uma visita técnica de autoridades portuguesas e galegas ao troço internacional do rio concluiu que a ausência de uma governação clara e a perda de navegabilidade são desafios críticos que exigem uma ação conjunta e urgente.
A sustentabilidade ambiental, económica e social do troço internacional do Rio Minho está em risco. Esta foi a principal conclusão de uma visita técnica realizada na passada sexta-feira, que reuniu um conjunto de entidades de Portugal e da Galiza para avaliar os constrangimentos que afetam este recurso transfronteiriço.
Durante a visita, foi consensual a identificação de um problema central: a inexistência de uma entidade com competências claras para uma governação integrada do rio. Esta lacuna dificulta a resolução de problemas críticos como o assoreamento progressivo, que, segundo o Capitão do Porto de Caminha, Fernando Vieira Pereira, compromete gravemente a segurança da navegação e as operações de busca e salvamento.
A iniciativa contou com a presença de figuras como a Vice-Presidente da CCDR-Norte, Célia Ramos, e o Diretor do AECT Rio Minho, José Manuel Vaz Carpinteira, que se juntaram a representantes galegos, como o Alcalde de As Neves, José Manuel Alfonso González.

Para além da questão da governação, foram levantadas outras preocupações urgentes. O Alcalde de As Neves destacou a necessidade de garantir um caudal regular a montante para evitar variações abruptas que afetam o ecossistema. Por sua vez, Carlos Antunes, Diretor do Aquamuseu do Rio Minho, alertou para a proliferação de espécies infestantes, um risco crescente para a biodiversidade e para atividades económicas como a pesca.
Face a este diagnóstico, a Vice-Presidente da CCDR-Norte defendeu a necessidade de um estudo aprofundado e de um plano de ação concertado que equilibre a conservação ambiental e o desenvolvimento económico.
Reforçando a urgência de uma ação coordenada, o Diretor do AECT Rio Minho, José Manuel Vaz Carpinteira, reafirmou o compromisso do agrupamento em liderar a procura de soluções. “Desde o primeiro dia, assumi o compromisso de defender os interesses do território”, afirmou. “Temos mantido contactos a vários níveis para que o Rio Minho não continue a ser um território sem uma governação clara, mas sim um exemplo de cooperação eficaz entre as duas margens.”
O AECT Rio Minho comprometeu-se a continuar as diligências junto das autoridades de Portugal e Espanha para definir soluções que garantam a gestão sustentável deste importante património partilhado.




















