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c/VÍDEO: VIANA: Alunos do IPVC querem atrair nómadas digitais para as aldeias de montanha

Rádio Alto Minho

04 Julho 2022, 18:15

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“Rurality for Digital Nomads” foi o projeto vencedor da 3.ª edição do Link Me Up 1000 ideias, que juntou no Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) oito equipas de estudantes e docentes de todas as escolas e de parceiros de empresas e organizações.

Mónica Simões, João Pereira e Miguel Soares Oliveira, alunos da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do IPVC, querem “dar um contributo” para contrariar a desertificação nas zonas rurais e de montanha do Norte do país, atraindo nómadas digitais para ali trabalharem e dinamizarem o território. Este é o projeto que vai representar o Politécnico de Viana do Castelo na final nacional.

Foi com “muito orgulho” que Mónica Simões, uma das alunas que integra a equipa vencedora da edição deste ano do Link Me Up 1000 ideias do Politécnico de Viana do Castelo, recebeu a notícia que o projeto que apresentou com João Pereira e Miguel Soares Oliveira foi o vencedor.

“Foi uma experiência enriquecedora. Aprendemos muito sobre o tema, mas aprendemos muito mais sobre como ultrapassar dificuldades em trabalho de equipa”, conta a aluna de Turismo da ESTG-IPVC, que se mostrou entusiasmada com este novo desafio.

Com o projeto “Rurality for Digital Nomads”, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a realidade das aldeias de montanha, sobretudo as do concelho de Melgaço.

Um contacto direto que permitiu à equipa identificar pontos forte e menos fortes.

“Após o levantamento conseguimos identificar questões fundamentais para que estas pessoas possam considerar em mudar-se para uma aldeia de montanha. Para combater a desertificação e atrair os nómadas digitais para estes territórios será necessário que o Governo avance com legislação para beneficiar estes nómadas digitais”, explica Mónica Simões.

Mas há mais. Os alunos da ESTG-IPVC concluíram com o trabalho realizado no terreno que será igualmente necessário “atribuir benefícios fiscais concretos para estes nómadas digitais, conceder subsídios às famílias para se instalarem nestas aldeias e reforçar a tecnologia, nomeadamente o aceso à internet, para que os nómadas digitais possam trabalhar”.

Mónica Simões adianta ainda que um dos objetivos do projeto passa ainda pela criação de organizações nas aldeias que ajudem à adaptação mútua dos moradores e dos nómadas digitais”.

 

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