Cabeça de lista do PSD diz que António Costa era número dois de Sócrates e quer seguir as mesmas políticas
23 Setembro 2015, 18:49
O cabeça de lista da coligação PSD/CDS pelo circulo eleitoral de Viana do Castelo, Carlos Abreu Amorim defendeu hoje em Ponte de Lima que é preciso evitar a vitória do PS nas legislativas afirmando que António Costa era número dois de José Sócrates e quer seguir as mesmas políticas.
O nome do anterior primeiro-ministro, José Sócrates, que se encontra detido em casa, foi introduzido na campanha da coligação Portugal à Frente por Carlos Abreu Amorim num almoço em Ponte de Lima, durante o qual também discursaram os presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas.
Depois de elogiar a “determinação” e “firmeza” de Passos Coelho na chefia do atual Governo, o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP no círculo de Viana do Castelo declarou que “a alternativa” é votar em alguém que “foi ministro por duas vezes em dois governos que talvez tenham sido os piores que Portugal conheceu”, que “era o número dois do engenheiro José Sócrates” e que “esteve sempre de acordo com ele”.
Carlos Abreu Amorim alegou que o secretário-geral, António Costa, “nunca levantou a sua voz publicamente para discordar de uma só política, de um dos caminhos que levaram à bancarrota”, e “esteve sempre a apoiar essas opções erradas” e continua sem ter “opções muito diferentes”.
“Eles ainda hoje estão convencidos de que aquilo que fizeram até junho de 2011 era o caminho certo, não se arrependeram de nada e, se os deixarem, se nós os deixarmos, e não os podemos deixar, voltarão a cometer as mesmas políticas, com as mesmas pessoas”, completou o deputado do PSD.
O dia de campanha da coligação começou em Arcos de Valdevez com centenas de apoiantes do PSD e do CDS-PP a saírem à rua, com flores laranja e bandeiras da coligação Portugal à Frente.
O presidente do PSD e a restante comitiva percorriam a pé a Rua Soares Pereira em sentido inverso ao que estava previsto. As pessoas que o esperavam concentradas junto aos Bombeiros foram então ao seu encontro, enchendo a estrada como uma procissão, que mais à frente se aglomerou à volta de Passos Coelho.
Os apoiantes formaram duas filas para que a comitiva PSD/CDS-PP passasse pelo meio. Havia moradores de Arcos de Valdevez e de vilas nas redondezas, como Soajo, a cerca de 20 quilómetros de distância. Muitos seguiriam depois para o almoço da coligação Portugal à Frente, em Ponte de Lima.
A meio da rua, a multidão rodeou a comitiva. Passos Coelho recebeu flores, abraços e beijinhos, tirou fotos, foi apertado e levado em ombros e quase perdeu os óculos, rodeado de gente. A confusão de apoiantes, candidatos, seguranças e jornalistas fez com que a chegada aos Bombeiros levasse quase uma hora.
Acompanhavam Passos Coelho o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, o cabeça de lista da coligação Portugal à Frente no círculo eleitoral de Viana do Castelo, Carlos Abreu Amorim, e dirigentes sociais-democratas e centristas como Marco António Costa, Luís Campos Ferreira e Pedro Mota Soares.
Pelo meio, houve uma ou outra voz de protesto, mas em clara minoria face aos militantes e apoiantes do PSD e do CDS-PP, que expressavam admiração pelo atual primeiro-ministro.






















