Caminha aprova orçamento de 35,3 milhões para 2026
19 Dezembro 2025, 10:12
O Executivo Municipal de Caminha aprovou, por maioria, as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026, que seguem agora para apreciação da Assembleia Municipal. O documento prevê um orçamento global de 35, 3 milhões de euros.
Em nota enviada às redações, a presidente da Câmara, Liliana Silva, afirma que se trata de “um orçamento a olhar para o concelho como um todo, respeitando cada munícipe e cada freguesia”. A
autarca sublinha que este é o seu primeiro orçamento, elaborado “em três semanas”, e reconhece que o contexto atual cria dificuldades, sobretudo devido aos prazos de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que terminam em junho de 2026, nomeadamente na área da habitação social. “É um orçamento que carrega o peso de decisões anteriores”, referiu.
A presidente da autarquia da Aliança Democrata (AD) considera, contudo, que o orçamento já representa “uma lufada de ar fresco”, destacando novos projetos, melhoria das condições de vida dos munícipes, apoio à atividade empresarial, valorização dos jovens, atenção aos idosos e reforço na ação social.
Na política fiscal, está prevista uma redução do IMI, com discriminação positiva para a Serra d’Arga. As taxas para 2026 serão de 0,8% para prédios rústicos e 0,39% para prédios urbanos. A participação variável no IRS será de 4,5%.
Entre as prioridades apontadas para 2026 estão a educação, apoio às freguesias, ação social, saúde e economia, incluindo a candidatura para uma nova zona empresarial entre Argela e Vilar de Mouros.
No capítulo das infraestruturas, Liliana Silva adianta que está em curso, com a Infraestruturas de Portugal, o processo para a criação de uma ligação pedonal junto à ponte do rio Coura, bem como o início do estudo de viabilidade para uma ligação rodoviária entre Caminha e La Guardia. A ligação junto a Coura de Seixas, pela passagem de nível, deverá avançar em 2026.
Do lado da oposição, o PS destaca que a Câmara Municipal terá ao seu dispor “o maior orçamento de sempre”, mas considera que, ao nível dos impostos municipais, “o atual executivo defraudou as expectativas criadas”. Ainda assim, os socialistas afirmam aguardar “pela implementação de boas políticas públicas”, salientando que a presidente “dispõe de todas as condições para realizar um bom mandato”.




















