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Cerca de 80 clientes do distrito de Viana do Castelo terão sido lesados em vários milhões de euros

Rádio Alto Minho

06 Junho 2019, 13:41

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O coordenador da PJ de Braga, António Gomes, disse hoje, em conferência de imprensa, que os quatro promotores bancários detidos na quarta-feira por alegada burla qualificada poderão ter prejudicado cerca de 80 clientes do distrito de Viana do Castelo, provocando um prejuízo de vários milhões de euros. A investigação da PJ já permitiu identificar oito vítimas, ascendendo o prejuízo a mais de 1,6 milhões de euros.

Os quatro homens, com idades entre os 37 e os 55 anos, desenvolveram durante anos, na zona do distrito de Viana do Castelo, “atividade de promoção bancária, a coberto da qual terão praticado os crimes”.

Os arguidos atuavam no distrito de Viana do Castelo e angariavam clientes para o Deutsche Bank.

A RAM sabe que um dos arguidos é Ricardo Nuno Pimenta, presidente da Junta de Freguesia da Ribeira, no concelho de Ponte de Lima. Outro é António Lima, presidente da direção da Associação Empresarial de Ponte de Lima. Um terceiro arguido, Alexandre Rodrigues Martins, é também de Ponte de Lima e o quarto, Filipe Martins Alves, reside em Chafé, Viana do Castelo.

Segundo a investigação da PJ, os quatro promotores bancários “prometiam aos clientes investimentos seguros e de risco baixo ou nulo, com juros “muito elevados”, mas acabavam por investir o dinheiro em produtos financeiros de “elevadíssimo risco”.

Muitas vezes recebiam dos clientes “dinheiro vivo”, apesar de, como promotores bancários, estarem proibidos de o fazerem.

As vítimas eram, por norma, idosos e pessoas de baixa escolaridade, incluindo iletrados.

Os arguidos emitiam documentos com os logotipos do banco, em que faziam constar que o dinheiro estava investido no que havia sido acordado com os clientes.

A atividade criminosa decorreria desde 2008, mas, entretanto, alguns lesados apresentaram queixa no Ministério Público, originando uma investigação pela PJ que começou há oito meses.

Nas buscas realizadas pela PJ esta quarta-feira, foram apreendidas seis viaturas de gama alta, dinheiro e prova documental e digital.

Com idades compreendidas entre os 37 e os 55 anos, os arguidos são suspeitos de burla qualificada, associação criminosa, falsificação de documentos e abuso de confiança.

A PJ prossegue, entretanto, com a investigação, nomeadamente para identificar o destino dado pelos arguidos ao dinheiro.

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