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CGD: Viana corta relações com o banco público se balcão de Darque fechar portas

Andrea Cruz

21 Junho 2018, 19:20

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 O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa,  cortará relações institucionais com a Caixa Geral de Depósitos se o banco público não recuar na intenção de encerrar o balcão de Darque.

O aviso de José Maria Costa foi lançado o final da reunião camarária desta quinta-feira, reforçando que fechar  aquele balcão, situado na margem esquerda do rio Lima, é “um ato hostil para com o concelho”.

“Se não houver abertura, discernimento e a ponderação que todos esperamos, iremos incentivar as entidades públicas e mesmo as empresas a mudarem de dependências bancárias visto que quem abandona o território é porque não está interessado em manter relações com o território”.

José Maria Costa, que antes da ordem de trabalhos da reunião camarária apresentou uma moção contra o encerramento do balcão de Darque da CGD, aprovada por unanimidade, sublinhou que aquele serviço serve uma população de cerca de 37 mil pessoas de doze freguesias e mais de 300 empresas, estimando que o movimento por elas geradas superem os 200 milhões de euros.

“É uma questão que, penso eu, a Caixa Geral de Depósitos terá que ponderar”, disse, revelando ter já solicitado uma reunião com o presidente do banco público.

“Tem de ponderar se quer continuar a ter relações com os territórios e com as atividades empresariais ou se os territórios têm de pensar noutras instituições bancárias. O que não entendemos, também, é que a CGD esteja consecutivamente a fazer a promoção das suas atividades, dizendo que tem soluções próximas dos cidadãos e das empresas e depois fuja dos cidadãos e das empresas. Nós não queremos, em Viana do Castelo, uma CGD a fugir. Gostamos que esteja cá. Se ela quiser fugir nós também fugimos para outros”, referiu.

Na moção hoje aprovada, o executivo refere que o concelho vive um clima de “desenvolvimento económico, fruto da fixação de novas empresas multinacionais, nomeadamente na zona de abrangência do balcão, que impele para a necessidade do fornecimento de serviços de proximidade aos trabalhadores e empresários da mesma, e que estarão em causa com o eventual fecho do mesmo”.

“O executivo municipal manifesta-se contra o encerramento, do Balcão da CGD em Darque e exige à Administração da CGD a reversão imediata desta decisão”, sustenta o documento.

A vereadora da CDU, Cláudia Marinha também apresentou uma moção contra aquela decisão que foi rejeitada pela maioria socialista e recolheu a abstenção dos dois vereadores do PSD.

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