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Depois do Gil Eannes, Defensor Moura quer salvar o Balançuela Segundo

Rádio Alto Minho

23 Fevereiro 2024, 15:56

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Defensor Moura, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo entre 1994 e 2009, quer salvar o "Balançuela Segundo", um velho rebocador que está a apodrecer junto à doca comercial e do próprio navio-hospital Gil Eannes, que o ex-autarca ajudou a resgatar há 26 anos.

O desejo de Defensor Moura foi partilhado pelo próprio, nas últimas horas, nas redes sociais.

Quem quer salvar o Balançuela? – Quem passeia pela Alameda João Alves Cerqueira não consegue deixar de ver a poente do Gil Eannes um velho rebocador a apodrecer, encostado ao armazém abandonado que existe junto à doca comercial. É o rebocador Balançuela Segundo, que me lembro bem de ver muitas vezes a rebocar grandes navios na entrado do nosso porto de mar e, também, a participar nas manobras de acolhimento do Gil Eannes, quando o nosso navio-hospital regressou ao seu berço em janeiro de 1998“, começou por escrever.

Contrariamente ao Gil Eannes, que nasceu nos Estaleiros de Viana, sabe Defensor Moura que o Balançuela Segundo “foi construído num estaleiro da Alemanha, em 1908, e veio acabar a sua vida útil em Viana do Castelo, ao Serviço da empresa TINITA, que o adquiriu em 1969 para trabalhar no porto de Lisboa e mais tarde o transferiu” para o porto de mar de Viana do Castelo, “onde rebocou centenas de navios durante décadas“.

Num longo texto que partilhou na rede social Facebook, Defensor Moura recordou o sonho de ter em Viana do Castelo “um grande Museu do Mar e da Construção Naval, ao ar livre e em edifícios próprios“, mas reconheceu que o seu projeto “sofreu sucessivos rombos” desde que deixou a autarquia.

É evidente que aquele rebocador de 14 metros de comprimento não tem os quase 100 metros do Gil Eannes, nem tem a complexidade e o valor simbólico e histórico do nosso bem amado navio-hospital, mas o Balançuela é um barco construído há 116 anos, com parte da sua história ligada ao porto de Viana do Castelo e que está ali à mão para enriquecer o nosso património naval, antes que vá para a sucata ou venha um qualquer interessado nacional ou estrangeiro levá-lo para expor noutras paragens“, alertou.

Defensor Moura revelou ainda que, segundo apurou com um “experiente restaurador naval“, 50 mil euros “chegam e sobram para reabilitar o Balançuela Segundo e pô-lo em condições de ser exposto com melhor aspeto no espaço público, ali mesmo ou noutro local junto ao mar onde navegou tantos anos” e que o “montante poderá ser bem reduzido com donativos de materiais e trabalho de empresas beneméritas que sejam cativadas para esta campanha“.

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