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Educação sexual: 6 mitos que devem ficar no passado

Rádio Alto Minho

21 Março 2023, 15:21

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A educação sexual é, ainda hoje, um pouco por todo o mundo, um vasto «terreno» ainda por explorar, tanto no que diz respeito aos canais por onde essa informação circula, como à qualidade da própria informação.

Por vezes o exercício de esclarecer alguns mitos que se perpetuaram na mentalidade da grande maioria das pessoas que constituem determinada sociedade, pode funcionar como um balão de ar fresco informativo que poderá contribuir para libertar essas mentalidades de abordagens pouco científicas às questões da sexualidade.

Podem também torná-las mais esclarecidas e livres, mais capazes de conhecer ou descobrir o seu próprio corpo e melhores enquanto parceiros sexuais.

Uma pessoa informada e sem os «fantasmas» dos mitos a assombrar o seu entendimento relativamente às questões da sexualidade, decidirá de uma forma mais consciente e saberá querendo para si e para as pessoas com que se relacione.

Existem ainda muitas pessoas, em Portugal, mal informadas relativamente a estas questões. Pessoas que, por viverem na ignorância no que diz respeito à sua sexualidade, nunca conheceram o prazer, não têm noção de como obter ou proporcionar um orgasmo.

O próprio tema da sexualidade é, ainda hoje, um tema tabu na maioria das sociedades, mesmo das ditas desenvolvidas.

Talvez por isso estejamos a assistir a um crescimento cada vez mais acentuado do número de sexshops online.

Geralmente, é mais confortável explorar este mundo sem dar a cara, sem ser ter de encarar ninguém ou sequer ser visto entrar num estabelecimento desta natureza.

É exemplo de uma dessas lojas online, a Vibrolândia, que regista uma procura crescente pelos seus artigos.

É por estas razões, que é urgente esclarecer a sociedade sobre a sexualidade. Para que a descoberta desta realidade (para quem a descobre) não seja desacompanhada ou mal informada, para ter critério e para que essa descoberta seja uma experiência consciente e prazerosa, como se pretende que seja.

Vejamos, então, seis mitos que parecem estabelecidos na nossa sociedade e que não têm correspondência com a realidade:

Portugal possui uma das maiores taxas de gravidez na adolescência

Esta ideia que se estabeleceu por razões que se desconhece, não corresponde de todo à realidade dos factos já que, existem vários países à nossa frente no que diz respeito a essa lista. Alguns desses países são até considerados dos mais desenvolvidos do mundo, como todos os países escandinavos, o Reino Unido ou até mesmo os Estados Unidos da América,

Educar as crianças e jovens para a sexualidade é promover a erotização dos seus comportamentos.

É frequente achar-se que falar de determinado assunto é promovê-lo. No entanto, este pode ser um raciocínio perigoso. Não se deve proteger as pessoas privando-as da informação sobre determinada realidade ou fenómenos. Pelo contrário, quanto maior for a informação disponível, maiores serão as defesas e competências adquiridas para lidar com esses mesmos fenómenos.

Existe uma idade mínima a partir da qual passa a ser aceitável falar sobre sexualidade com as crianças.

Esta ideia é mais uma convenção do que propriamente um mito. Isto porque os agentes de educação (pais, professores, etc.), geralmente, não possuem informação de qualidade nesta matéria nem instrumentos pedagógicos que permitam a transmissão dessa informação com a qualidade pretendida. Não existe idade para falar de intimidade, de sentimentos ou de sexualidade. Até porque a crianças têm ritmos diferentes de crescimento.

A igreja católica defende a preservação da virgindade até ao casamento.

O facto é que é decrescente o número de casos nesta prática. Segundo um artigo publicado no site da Dra. Camden Morgante, apenas 12% das pessoas que se propõem ir virgens para o casamente, chegam de facto virgens a esse acontecimento.

Toda a informação transmitida a crianças e jovens no âmbito da educação sexual tem sustentação científica.

De facto, existem alguns tópicos no universo da educação sexual que, naturalmente, têm suporte científico como, por exemplo, as questões da contraceção, das doenças sexualmente transmissíveis ou da reprodução humana.

No entanto, educação sexual é muito mais do que apenas estas questões.

Os sentimentos, a intimidade, o conhecimento e exploração do próprio corpo, a masturbação, são pontos igualmente importantes desta temática e que muitas vezes são discutidos mais no plano das convicções do que no plano científico.

A ideia perigosa de que o consentimento é uma questão apenas para as relações não conjugais.

A sexualidade e a intimidade entre os membros do casal não podem ser encaradas como dados adquiridos. São partilhas constantes e que requerem pontualmente o consentimento dos membros da relação, quer esta seja conjugal ou não.

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