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Escultura de Acácio Viegas é um “símbolo de agregação, celebração e cooperação”

Duarte Lago

29 Maio 2023, 14:15

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Foi inaugurada uma peça de Acácio Viegas, antigo aluno e atual docente de Design da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), junto ao Centro Cultural. A escultura, de cinco metros de altura, foi desenvolvida a pedido da Associação Empresarial do Minho como forma de homenagear os trabalhadores do Minho.

Olha-se para o monumento, o símbolo e consegue-se compatibilizar o abstrato e o figurativo, o passado e o futuro. Liga as raízes com o futuro e o grande mérito desta escultura está no facto de, daqui a 10/20 anos, se olhar para ela e continuar atual. É uma escultura suficientemente rica“, enalteceu Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República, no evento de inauguração.

Acácio Viegas explicou que as esculturas, uma em Viana do Castelo e outra em Braga, onde também foi inaugurada, “são formadas por uma peça central de cinco metros de altura, construída com quatro elementos verticais principais em aço, pequenos elementos cerâmicos e painéis de vidro“.

Há uma segunda peça construída também em aço, das mesmas características da peça central, que permite, pelo seu desenho e escala, a interação com o observador, que é convidado a sentar-se na peça e a refletir ou meditar sobre o significado de ‘trabalho’, provocado pelos estímulos visuais da peça central“, descreveu.

 

“As peças fazem alusão à dimensão de um Minho unido numa visão de estratégia para a região”

 

Além da peça inaugurada em Viana do Castelo, foi feita uma “gémea” para Braga, numa clara assunção à ligação entre os dois distritos e os 24 concelhos que os compõem.

As esculturas são formadas por uma peça vertical que dá a ideia de uma árvore e das suas raízes, mas também com as cores das diferentes estações. Entre a peça de Braga e de Viana do Castelo, a diferença está na cor de um dos elementos. No caso de Braga, verde, aludindo à terra, em Viana do Castelo está o azul do mar. No cimo, a ponta é iluminada e representa a espiritualidade e as celebrações com o divino. Já os seus braços dignificam a força dos trabalhadores“, disse ainda o autor.

Luís Nobre, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, referiu-se à peça de Acácio Viegas como um “símbolo de agregação, celebração e cooperação” que “celebra a vontade do autor, a sua criatividade e sensibilidade“.

Já o presidente da Associação Empresarial do Minho, Ricardo Costa, destacou a visão estratégica de Acácio Viegas.

Teve um desafio muito grande, porque, em apenas dois meses, fez uma obra de arte, que consegue reproduzir, na íntegra, aquela que é a nossa ideia de união e cooperação, que simboliza o ecossistema cooperativo entre dois distritos e os seus 24 concelhos“, notou.

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