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Cultura

Exposição mostra dez anos de escavações arqueológicas na fortaleza de Valença

Rádio Alto Minho

20 Outubro 2015, 10:57

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Pedaços de cerâmica, entre eles fragmentos de ânforas, pesos de tear e de rede de pesca são algumas das peças da época romana que estão expostas em Valença, descobertas nas intervenções arqueológicas realizadas na Fortaleza nos últimos dez anos.

Segundo a Câmara de Valença  a exposição integra ainda “peças de faianças e outros utensílios domésticos, moedas, projéteis de metal de várias épocas, bem como a reprodução de um dos enterramentos identificados no adro da Igreja de Santa Maria dos Anjos”.

A exposição, patente no núcleo museológico até 30 de novembro, conta ainda “com 11 painéis que descrevem e mostram os principais pontos de prospeção arqueológica da Fortaleza que permitiram aprofundar o conhecimento da ocupação e evolução do local onde está implantada a fortificação de Valença, bem como comprovar a existência de uma ocupação romana e pré-romana”.

De acordo com aquela autarquia, a exposição, realizada em parceria com a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, “é uma pequena mostra do vasto espólio recolhido, contabilizando-se já 50 contentores com cerâmicas, vidros, metais e utensílios em pedra”.

“A intervenção arqueológica permitiu compreender melhor a ocupação e evolução do local onde se implantou a vila medieval de Contrasta, futura Valença, onde mais tarde, foi construída a fortaleza abaluartada, setecentista e oitocentista”, lê-se naquela nota.

A intervenção arqueológica “proporcionou novos dados que vieram alterar a história local, no que respeita ao seu povoamento”.

A autarquia destacou “a identificação de um povoado fortificado, semelhante a um castro, com uma linha de muralha subcircular que deveria coroar o outeiro, da qual se identificaram parte de um talude térreo, associado a uma escadaria, em cujos aterros se recolheram materiais datáveis de época romana (séculos I-IV)”.

Os trabalhos arqueológicos foram executados sob a direção científica do arqueólogo Luís Fontes, em colaboração com a arqueóloga Belisa Pereira.

 

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