Fármaco administrado na 1.ª hora reduz risco de morte em doentes com insuficiência cardíaca
04 Maio 2023, 16:45
Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) conseguiram demonstrar que um fármaco utilizado para a insuficiência cardíaca pode reduzir o risco de morte e re-hospitalização se for administrado na primeira hora de admissão no serviço de urgência.
De acordo com um estudo publicado no European Journal of Emergency Medicine, a administração da furosemida, um diurético prescrito para o alívio dos sintomas provocado pela insuficiência cardíaca, durante a primeira hora, “reduz o risco de novas hospitalizações por insuficiência cardíaca ou morte por causa cardiovascular a 30 dias“.
“Os doentes que tomaram o fármaco logo na primeira hora apresentaram sintomatologia mais exuberante“, revelou o investigador e médico Pedro Marques em declarações à agência Lusa, depois de ter sido realizada uma “análise retrospetiva” recorrendo a uma base de dados do hospital de São João. “A administração precoce melhora o prognóstico, reduzindo o risco de re-hospitalização e a mortalidade a 30 dias“, acrescentou.
Pedro Marques sugeriu ainda que uma das formas de se evitar que casos mais graves não sejam prontamente identificados pelo sistema atualmente utilizado nas urgências passa pela criação de “vias verdes para os doentes com insuficiência cardíaca aguda“. “Ao identificarmos prontamente estes casos e administrarmos o diurético o mais cedo possível, podemos, potencialmente, beneficiar os doentes que se apresentem com quadros de insuficiência cardíaca aguda“, explicou.





















