FEUP: Investigadora vianense vence prémio de engenharia
28 Dezembro 2022, 12:36
Andreia Meixedo, natural de Viana do Castelo, venceu o prémio "Ferry Borges" da Associação Portuguesa de Engenharia de Estruturas.
Estas vianense, investigadora do Instituto de I&D em Estruturas e Construção, recebeu o prémio durante as Jornadas Portuguesas de Engenharia de Estruturas no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
O prémio destaca as investigações na área de engenharia de estruturas e a Assembleia de Freguesia de Santa Marta de Portuzelo já aprovou um voto de louvor.

Desenvolvido no âmbito da tese de doutoramento de Andreia Meixedo, o artigo premiado foca-se na monitorização da integridade estrutural não supervisionada de pontes ferroviárias com base em técnicas de inteligência artificial.
Foi desenvolvido um procedimento online e contínuo para identificação de danos, partindo das respostas dinâmicas da ponte induzidas pela passagem dos comboios.
“Deste modo, aproveita-se o carregamento de elevada magnitude para aumentar a sensibilidade a alterações estruturais. A inovação deste procedimento está na extração automática de informação relevante acerca da condição estrutural das pontes, através da implementação de uma metodologia de inteligência artificial que permite a deteção de danos em tempo real e com um número residual de falsos alertas”, referiu Andreia Meixedo.
O caráter não supervisionado do procedimento inclui a capacidade de detetar danos em pontes que já apresentem alterações estruturais, a partir de uma definição inovadora do limite de confiança.
Este limite permite uma adaptação às alterações estruturais detetadas ao longo do tempo, mantendo-se operacional para a deteção de novos danos que apareçam num futuro próximo.
“A eficácia desta metodologia foi testada e validada através da criação de uma réplica digital fidedigna da complexa ponte ferroviária sobre o rio Sado, ajustada com recurso a dados experimentais adquiridos por um sistema de monitorização contínua instalado no local. A metodologia provou ser robusta a falsos alertas para um conjunto alargado de cenários de dano, assim como sensível a danos de pequena escala, mesmo quando estes resultam de reduções de rigidez muito baixas que não colocam em causa a segurança estrutural”, apontou ainda a investigadora da FEUP.
“Esta investigação foi ainda desenvolvida em estreita colaboração com o LNEC e com o apoio das Infraestruturas de Portugal (IP), gestora da ponte ferroviária, sem a qual não teria sido possível efetuar o trabalho”, esclarece ainda Andreia Meixedo.
O artigo, publicado em 2021 na edição 238 da revista “Engineering Structures”, conta ainda com a participação de Michael Todd, professor de Engenharia Estrutural da Universidade da Califórnia, em San Diego.





















